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Divertículos: o que é isso? Entenda porque surgem e quando você precisa se preocupar com eles

Logotipo do(a) Nebacetin®Nebacetin® 19/06/2017 Diana Cortez

Quando se ouve a palavra divertículo pela primeira vez a gente pensa até em diversão, dificilmente em intestino. Os divertículos, no entanto, são alterações que surgem na parede do intestino grosso (cólon), como pequenos abaulamentos ou sacos. “Eles são comuns e aparecem, geralmente, em pessoas acima dos 50 anos em áreas onde a parede intestinal está mais frágil e, por isso, acaba cedendo. A presença de divertículos caracteriza a doença chamada diverticulose”, explica o médico especialista em gastroenterologia, proctologia e nutrição, Fernando Valério, de São Paulo.

Para se ter ideia da 30% da população acima dos 50 desenvolve essas alterações, sendo que entre os 80 e 90 anos a incidência chega a ser acima de 70%.

Divertículos: o que é isso? Entenda porque surgem e quando você precisa se preocupar com eles © Fotos/iStockphoto Divertículos: o que é isso? Entenda porque surgem e quando você precisa se preocupar com eles

Segundo o médico, os divertículos surgem como decorrência de fatores relacionados a estilo de vida, como má alimentação, obesidade e falta de atividade física. “Uma dieta rica em fibras junto com uma boa hidratação é a principal maneira de preveni-los, uma vez que essa dobradinha garante fezes mais pastosas. Assim, elas ficam mais fáceis de passar pelo intestino grosso, fazendo menos pressão na região, que seria a responsável por essas alterações”, detalha Fernando. E é por esse motivo que boa parte dos casos também está ligada à obesidade. “São pessoas que se alimentam de forma errada e que, geralmente, não praticam exercícios. E exercícios, além de boa alimentação e água, são os grandes estimuladores do intestino”, complementa o médico.

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Na maioria dos casos, no entanto, os divertículos não causam nenhum tipo de sintoma e, muitas vezes, a pessoa nem sabe que os possui.

Quando é preciso procurar ajuda

O problema surge se há sangramento e se o quadro evolui para diverticulite — inflamação do divertículo por conta da obstrução por fezes e alimentos e que, geralmente, está acompanhada de uma infecção da região. “De 15 a 25% desses pacientes apresentarão uma crise de diverticulite, enquanto de 5 a 15% evoluirão com sangramento intestinal”, coloca Fernando.

Os sintomas são dores abdominais, principalmente, na região esquerda abaixo do umbigo ou no baixo ventre. Mas também podem surgir inchaço na barriga causado por gases, ou ainda náusea, vômitos, prisão de ventre e até febre, de acordo com o médico.

O quadro pode ser confirmado por meio de exames de colonoscopia ou tomografia computadoriza de abdômen. Fernando comenta ainda que 75% dos casos não evoluem para algo mais grave. “Nos quadros mais simples, o tratamento é feito em casa com antibióticos e dieta leve. Mas, há situações que exigem internação para receber medicação e hidratação intravenosa, com jejum por alguns dias. Já os quadros graves e severos — com extravasamento de pus no abdômen e/ou perfuração intestinal e presença de fezes —, exigem cirurgia de urgência para a retirada da parte do intestino onde estão os divertículos”, explica. Ela pode ser convencional ou via laparoscopia. E o médico é quem vai decidir a melhor técnica para o caso do paciente.

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