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Análise de esgoto indica nova queda da transmissão de COVID-19 em BH

Logotipo do(a) EM.com.br EM.com.br 15/08/2020 Roger Dias

Amostras coletadas no Córrego do Onça indicam foco de COVID-19 desde a coleta feita de 25 a 29 de maio © Leandro Couri/EM/D.A Press Amostras coletadas no Córrego do Onça indicam foco de COVID-19 desde a coleta feita de 25 a 29 de maio

O último boletim divulgado pelo projeto-piloto Monitoramento COVID Esgotos mostra que, gradativamente, BH vem controlando o foco do coronavírus. De acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira, as amostras de esgoto da capital preveem uma estimativa de que 200 mil pessoas tenham se infectado com o vírus. Essa projeção já esteve em 850 mil e 500 mil nos dados divulgados anteriormente.

  

O projeto leva em conta 24 pontos de coleta de esgoto no Arrudas e no Córrego do Onça, que abrangem Belo Horizonte e Contagem. O trabalho terá duração total de 10 meses.  Na semana passada, os estudiosos também modificaram os pontos de coleta de efluentes, passando a monitorar 17 sub-bacias de esgotamento, já que o monitoramento de dois dos três hospitais de referência para o tratamento de pacientes com a COVID-19 foi encerrado.

 

Ainda que o pico da COVID-19 possa ter sido atingido na capital mineira e em Contagem, novas conclusões dos dados dependerão da observação das amostras nas próximas semanas. Segundo os pesquisadores, não há evidências da transmissão do vírus através das fezes (transmissão feco-oral).

 

"Os dados apresentados neste boletim indicam que a população infectada estimada ainda é bastante elevada, reforçando que medidas de prevenção e controle para redução da disseminação do vírus devem ser mantidas, a fim de evitar a ocorrência de novos picos e o aumento da transmissão do vírus", alerta os pesquisadores envolvidos no estudo

 

O projeto Monitoramento COVID Esgotos é uma iniciativa conjunta da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto (INCT ETEs Sustentáveis/UFMG), em parceria com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

  

Análise das amostras

Apesar da redução do foco de COVID-19, o Arrudas e o Córrego do Onça permanecem concentrando 100% de foco de COVID-19 nas amostras analisadas. Essa tendência foi observada desde a análise feita no Arrudas de 8 a 12 de junho e no Onça a partir de 25 a 29 de maio. 

[NOTICIA1609927] 

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