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Bolsonaro diz que não tem “vacina” para Maduro e Fernández

Logotipo do(a) Poder360 Poder360 5 dias atrás Poder360
O presidente Jair Bolsonaro em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada nesta 5ª feira (10.jun.20210 © Reprodução/Foco do Brasil O presidente Jair Bolsonaro em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada nesta 5ª feira (10.jun.20210

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta 5ª feira (10.jun.2021) que “não existe vacina” para os presidentes da Argentina, Alberto Fernández, e da Venezuela, Nicolás Maduro. A fala foi uma resposta à declaração de Fernández sobre brasileiros terem vindo da selva. Apesar do comentário, o chefe do Executivo disse que a rivalidade com os argentinos só existe no futebol.

O presidente da Argentina falou que eles vieram da Europa de barco e nós viemos da selva. Eu lembro uma coisa que logo depois que o [Hugo] Chávez morreu assumiu o [Nicolás] Maduro [na Venezuela] e ele falava que conversava com os passarinhos que estavam encarnado na figura do Chávez. Eu acho que o Maduro e o Fernández ,para eles não tem vacina, tá ok?”

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Bolsonaro afirmou ter conversado sobre a fala de Fernández com o ex-presidente argentino Mauricio Macri, com quem disse ter trocado mensagens. “[Sobre] essa frase aí do presidente da Argentina que nós viemos da selva, troquei mensagem hoje com o ex-presidente [Mauricio] Macri da Argentina. Não tem nenhum problema entre nós e nem com o povo argentino. Rivalidade com a Argentina só no futebol, ok?”, declarou.


Video: Bolsonaro: “Quem não está contente comigo, tem Lula em 2022” (Poder360)

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Fernández afirmou, nesta 4ª feira (9.jun.2021), que “os mexicanos vieram dos índios, os brasileiros saíram da selva”. A fala foi feita durante evento na Casa Rosada, com empresários e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Fernández justificou a declaração em seu perfil no Twitter e disse que não “queria ofender ninguém”.

Bolsonaro já havia feito referência à fala ao publicar na noite desta 4ª uma foto com a legenda “selva”. Nela, aparece utilizando um cocar em meio a um grupo de indígenas.

CPI

Bolsonaro comentou ainda a decisão da ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), que liberou o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), de ir depor na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid do Senado. A oitiva estava marcada para esta 5ª feira. O presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), anunciou que a advocacia do Senado recorrerá.

Viram a decisão da ministra Rosa Weber sobre o governador do Amazonas? [Decidiu que] se quiser, não precisa vir [depor], não. Querem investigar quem mandou o dinheiro e não quem possivelmente, talvez, tenha desviado. E pode comparecer e ficar quieto também”, disse Bolsonaro.

A comissão investiga ações e omissões do governo durante a pandemia. Desde sua criação, Bolsonaro e aliados defendem que governadores sejam ouvidos pela CPI sobre a destinação de recursos federais repassados. Bolsonaro também voltou a dizer que o governo não atrasou a compra de vacinas contra a covid-19, um dos principais assuntos tratados na CPI.

A imprensa continua batendo que eu ignorei 70 emails para comprar vacina. Me aponte um país no mundo que comprou vacina ano passado, um? Quando é que foi a 1ª pessoa vacinada? Acho que foi 12 de dezembro do ano passado”, disse. Ainda em dezembro de 2020, ao menos 16 países já haviam iniciado a vacinação.

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