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Bruno Covas sai da UTI, mas permanece em observação

Logotipo do(a) Estadão Estadão 04/05/2021 Bruno Ribeiro

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, no centro de São Paulo, nesta terça-feira, 4,e deve ir nas próximas horas para um quarto de atenção semi-intensiva. Ele segue sem previsão de alta, mas teve uma “noite bem dormida”, segundo disse o infectologista David Uip, um dos médicos que acompanha o prefeito, em entrevista coletiva realizada nesta tarde.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas  © Marcelo Chello/Estadão (1/12/2020) O prefeito de São Paulo, Bruno Covas 

O oncologista Artur Katz, que também acompanha Covas, disse que a hemorragia descoberta no prefeito nesta segunda-feira, que o levou à UTI, foi um evento pontual, que poderia ocorrer em casos como o do prefeito, mas que foi superada. “Trata-se de uma intercorrência”, que foi “enfrentada com sucesso.” “O objetivo agora é colocar o prefeito em suas condições ideais de saúde para que a gente possa futuramente avaliar uma decisão do ponto de vista oncológico”, afirmou.

Covas está sentado, conversando com os médicos, e acompanhado do irmão. Ele dormiu nesta segunda pouco antes da meia-noite, acordou nesta terça por volta das 5h, conversou com o irmão e dormiu mais um pouco, segundo David Uip. Ao saber da repercussão de sua ida à UTI, após intubação, brincou com a equipe que o acompanha, ainda de acordo com o médico. "Vocês ficaram estressados ontem, não é", teria dito Covas. Ele também teria dito que sua preocupação, no momento, é a partida entre Santos e The Strongest, nesta noite, pela Libertadores da América.

O encaminhamento para a unidade semi-intensiva é uma medida de praxe para pacientes crônicos que tiveram de passar pela UTI, segundo a equipe médica. O quarto semi-intensivo mantém equipamento de monitoramento constante dos pacientes.

"A intubação foi uma estratégia para evitar que os coágulos (de sangue) fossem aspirados e pudessem contaminar as vias aéreas. Foi para proteger a via aérea durante a realização de um evento (o exame e cauterização da hemorragia). É diferente do que vocês ouvem falar de intubação de doença respiratória, de covid, coisa assim. Em nenhum momento houve alteração da função resporatória", disse Katz aos jornalistas.

Covas trata um câncer metastático no sistema digestivo que já atingiu os ossos. O sangramento interrompeu o procedimento combinado de sessões de quimioterapia e imunoterapia que estava marcado para o começo desta semana.

Na segunda-feira, devido a um quadro de anemia, Covas, foi encaminhado para realização de uma endoscopia. No procedimento, ele foi sedado e intubado. No exame, os médicos detectaram uma hemorragia, que foi estancada. Por precaução, após o procedimento, ele foi levado à UTI, para recuperação. Na UTI, ele recebeu bolsas de sangue como parte do tratamento.

O oncologista Tulio Pfiffer, que também faz parte da equipe, destacou que a interrupção temporária não deve "ter consequências de médio e longo prazo" para o tratamento. Os médicos, entretanto, disseram que "é cedo" para afirmar se essa intercorrência pode fazer com que o prefeito demore mais de 30 dias para retornar à Prefeitura. Ele se licenciou do cargo no último domingo, inicialmente com previsão de ficar um mês fora.

Pfiffer disse que Covas está recebendo "todo o suporte clínico e oncológico" para que possa retornar à função, e que "se dependesse de desejo", Covas já estaria em casa.

O sangramento que o levou à UTI, na cárdia (uma válvula que conecta o esôfago e o estômago), ainda é alvo de investigação. O ponto do sangramento é uma úlcera identificada na endoscopia. Esse sangramento poderia ser "bom ou ruim", de acordo com o médico, sem mais detalhes. "É muito cedo para qualquer tipo de conclusão (sobre a úlcera), mas ela (a hemorragia) se encerrou", disse Pfiffer.

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