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China pede a governos locais que se preparem para eventual colapso da Evergrande

Logotipo do(a) Estadão Estadão 23/09/2021 Redação

Autoridades da China estão pedindo a governos locais que se preparem para o eventual colapso da Evergrande, gigante do setor imobiliário que enfrenta graves problemas de liquidez, segundo fontes com conhecimento do assunto, sinalizando relutância de resgatar a empresa e na tentativa de evitar efeitos secundários de sua crise.

Nesta quinta-feira, 23, porém, as ações da companhia tiveram alta de 18% na Bolsa de Hong Kong depois que a empresa disse que pagaria juros aos detentores de títulos na China. A empresa não informou se faria um pagamento com vencimento também nesta quinta de um título separado no exterior.


As fontes caracterizaram a iniciativa como "preparação para uma possível tempestade", com o argumento de que agências de governos locais e empresas estatais foram instruídas a intervir apenas se a Evergrande não conseguisse superar suas dificuldades de forma ordenada.

Segundo as fontes, governos locais foram incumbidos da tarefa de prevenir turbulência e mitigar efeitos de contágio para compradores de imóveis e para a economia de forma geral, restringindo cortes de empregos, por exemplo, cenário que se torna cada vez mais provável à medida que a situação da Evergrande se agrava. A incorporada tem uma série de pagamentos de bônus a honrar nas próximas semanas.

Os governos locais também receberam a tarefa de reunir grupos de contadores e peritos legais para examinar as finanças das operações da Evergrande em suas regiões, discutir com incorporadoras locais a possibilidade de assumir projetos imobiliários locais e criar equipes para monitorar eventuais distúrbios públicos e protestos, dizem as fontes.

O Banco do Povo da China (PBoC, o banco central chinês) injetou 120 bilhões de yuans (cerca de US$ 18,6 bilhões) em recursos no sistema financeiro chinês através de operações de recompra reversa de 7 e de 14 dias nesta quinta, segundo comunicado divulgado no site do PBoC, em mais uma tentativa de manter a liquidez do sistema bancário em meio a preocupações com a Evergrande. Na quarta, o PBoC já havia feito uma injeção de capital do mesmo tamanho.

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