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Conheça os nomes cotados para substituir Weintraub no MEC

Logotipo do(a) Correio Braziliense Correio Braziliense 23/06/2020 Ingrid Soares

© Soldado Fernando Chauchuti/PMPR - Gabriel Jabur / MEC Em busca de um novo nome para comandar o Ministério da Educação (MEC), Jair Bolsonaro tem sabatinado, ao longo dos últimos dias, possíveis candidatos. A previsão é de que, hoje, o presidente se encontre com o secretário estadual de Educação do Paraná, Renato Feder, cotado para suceder Abraham Weintraub –– ele esteve na posse do ministro das Comunicações, Fábio Faria, e ali conversou com Bolsonaro.

O presidente telefonou para Ratinho Júnior, na semana passada, para falar sobre o interesse em Feder e recebeu o aval do governador do Paraná. Na linguagem de Bolsonaro, o encontro seria um “namoro” e serviria para sacramentar a eventual indicação. Contra ele — que é empresário do setor de tecnologia — pesa o fato de ter sido um dos maiores doadores na campanha de João Doria, em 2016, principal desafeto político do presidente, contribuindo com R$ 120 mil.

Ontem, Bolsonaro se reuniu com o secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel, também cotado para a pasta. Vogel, no entanto, tachou o encontro como de “apenas assuntos técnicos”.

E o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União ingressou com uma representação para que a Corte apure a suposta participação irregular do Itamaraty na viagem de Weintraub para os Estados Unidos, no sábado. Na avaliação do sub-procurador Lucas Furtado, pode ter havido desvio de finalidade da Chancelaria, pois o ingresso do ex-ministro em Miami, sem caráter oficial, ocorreu com uso do passaporte diplomático.

Na representação, Furtado ressalta que a viagem não tinha caráter oficial, “o que lhe retira a finalidade pública” e, por isso, o documento diplomático não poderia ter sido utilizado. Os EUA impuseram restrições de entrada e saída por causa da pandemia do novo coronavírus. A condição de ministro, portanto, foi fundamental para o desembarque de Weintraub naquele país. O Itamaraty foi procurado, mas não se pronunciou.O MP quer saber, também, por que Weintraub “só teve sua exoneração formalizada depois de” entrar nos EUA.

AGU terá de explicar portaria sobre cotasO ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mandou a Advocacia-Geral da União se manifestar, em até 48 horas, sobre a portaria de Abraham Weintraub contra medida que estimulava as universidades a criarem propostas sobre cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência nos processos seletivos de pós-graduação. A portaria de Weintraub não extinguiu cotas já em vigor e não impede as instituições de adotarem ações afirmativas, porém a ação foi vista como algo para desestimular o debate sobre o tema nas instituições. A medida foi assinada pelo ex-ministro horas antes de anunciar sua saída do MEC.

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