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Estação lotada no Barreiro

Logotipo do(a) EM.com.br EM.com.br 04/04/2020 Matheus Muratori*
Com movimento intenso, nem sequer é respeitado o distanciamento em torno de 2 metros entre os passageiros para evitar a propagação do vírus © Leandro Couri/EM/D.A Press Com movimento intenso, nem sequer é respeitado o distanciamento em torno de 2 metros entre os passageiros para evitar a propagação do vírus

A despeito das regras de isolamento social e restrição da circulação de pessoas, para conter a propagação do novo coronavírus, ônibus de Belo Horizonte ainda cheios de passageiros chegam e deixam as estações na cidade. A capital está em situação de emergência desde 18 de março devido à crise da COVID-19, mas isso não parece refletir no cenário que envolve os coletivos e os passageiros, principalmente em horários de pico. Na manhã de ontem, a reportagem do Estado de Minas esteve na Estação Diamante, na Região do Barreiro, em BH. O que se viu foi movimento intenso, com vaievém considerável, mas diferente do que ocorre em dias normais. Passageiros ouvidos pelo EM alegaram diferentes motivo para estar na plataforma, mesmo com a recomendação de isolamento social por parte das autoridades de saúde.“Estava com minha filha no hospital, porque ela apresentou arritmia cardíaca. Dormi com ela na casa da minha irmã aqui perto, e agora estou indo para minha casa, em Santa Luzia. Só saio por necessidade, e o meu trabalho diminuiu um pouco também”, contou a cozinheira Maria das Graças, de 38 anos, que faz entregas a domicílio. Com a movimentação alta na estação, as recomendações de distanciamento não são adotadas. De acordo com a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), cerca de 70 mil pessoas circulam por dia na estação. Neste momento da pandemia, ainda segundo o órgão, a média tem sido de 15 mil. O serviço na estação e a distribuição dos carros, contudo, têm incomodado alguns usuários. “Em vez de aumentar a frota, eles diminuíram, aí todos os ônibus estão cheios. E para as pessoas que não foram liberadas de trabalhar, não tem jeito. É difícil, dá medo”, reclamou a técnica de enfermagem Magna Santos, de 40 anos. A BHTrans informou que a diminuição da frota ocorre proporcionalmente à redução da circulação, em consonância com o argumento das empresas de transporte público. Na Estação Diamante, somente quatro delas operam: Sidon, Transoeste, Transcbel e Betânia Ônibus. A estação também tem recebido higienização com álcool e cloro com frequência durante o dia. Os ônibus têm espaço reservado para ser higienizados. Porém, isso ainda não impede o receio. Quem trabalha no local também teme o vírus. É o caso do jardineiro da estação Evaldo Cardoso, de 53 anos, que tem atuado na desinfecção do local.

Explicações O SetraBH informa que diante da necessidade de conter a contaminação pelo coronavírus na capital, com alertas para que as pessoas evitem sair de casa, já foi constatada redução ao redor de 80% do número de usuários do transporte coletivo de BH. Por causa disso, o número de viagens do sistema também foi reduzido, em 40%. Os novos horários estão sendo afixados dentro dos veículos. Funcionários do SetraBH e agentes da BHTrans estão monitorando as viagens caso seja exigida a presença de ônibus extraordinários para reforço. É importante reforçar para que os idosos evitem o uso do transporte coletivo, principalmente nos horários de pico, e que os usuários evitem o manuseio de notas e moedas, fazendo o pagamento com o cartão BHBus. A Prefeitura de BH instruiu as empresas de transporte coletivo da capital para que nenhuma linha de ônibus mantenha intervalo maior do que 30 minutos entre as viagens. E, mesmo com a operação em horário reduzido, a determinação é de que nenhum passageiro seja transportado em pé.

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