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Hospitais do Acre e de Rondônia têm oxigênio para mais 13 dias

Logotipo do(a) Poder360 Poder360 14/03/2021 Poder360
O governo federal se comprometeu a tomar medidas para evitar a escassez do gás nos hospitais dos 2 Estados, mas há problemas na fabricação e na logística tanto de oxigênio quanto de cilindros © Cjp24 (via Wikimedia) O governo federal se comprometeu a tomar medidas para evitar a escassez do gás nos hospitais dos 2 Estados, mas há problemas na fabricação e na logística tanto de oxigênio quanto de cilindros

Nesta 6ª feira (12.mar.2021), em reunião com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), representantes da indústria química informaram que os Estados do Acre e de Rondônia têm estoque de oxigênio apenas para mais 13 dias.

O governo se comprometeu a tomar medidas para evitar a escassez do gás nos hospitais dos 2 Estados, mas há problemas na fabricação e na logística, tanto de oxigênio quanto de cilindros.

Representantes da Casa Civil e dos Ministério da Saúde, Economia e Infraestrutura participaram da reunião, junto com a Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) e empresas de produção e envase de oxigênio.

Outra reunião com integrantes do governo federal foi realizada em seguida para definir estratégias e a função de cada uma das pastas. A Anvisa se colocou à disposição para facilitar a aprovação e a liberação de cargas de oxigênio.

A situação do Norte do país se agravou em janeiro de 2021, quando o sistema de saúde de Manaus, no Amazonas, colapsou, em parte por causa do avanço da variante brasileira mais infecciosa do coronavírus, conhecida como P.1, mas principalmente pela falta de oxigênio. A ausência do gás levou pessoas internada à morte e forçou a transferência de pacientes para outros Estados.

Na 5ª feira (11.mar.2021), o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), garantiu que o problema local de oxigênio está superado e que o Estado já dispõe de estoques necessários para o atendimento de pacientes com covid-19.

“A gente sofreu um problema muito grave aqui em relação a isso. Saímos de um consumo diário de 15 mil metros cúbicos de oxigênio para 80 mil metros cúbicos, isso em um espaço de tempo muito curto. Nesse momento, os casos evoluem com uma rapidez muito grande. Aqui, a evolução para atingir o pico de internações e óbitos foi de 18 dias”, afirmou Lima.

A risco de faltar oxigênio nos hospitais levou a Anvisa a decidir monitorar a produção e distribuição do gás. A medida foi publicada no DOU (Diário Oficial de União) deste sábado (13.mar.2021).

Empresas fabricantes, envasadoras e distribuidoras de oxigênio medicinal deverão fornecer, semanalmente, informações sobre a capacidade de fabricação, envase e distribuição, estoques disponíveis e quantidade demandada pelo setor público e privado.

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