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Michelle Bolsonaro vai presidir conselho de programa de incentivo ao voluntariado

Logotipo do(a) Poder360 Poder360 09/07/2019 Sabrina Freire
A primeira-dama Michelle Bolsonaro vai presidir 1 conselho integrado ao Ministério da Cidadania © Sérgio Lima A primeira-dama Michelle Bolsonaro vai presidir 1 conselho integrado ao Ministério da Cidadania

A primeira-dama Michelle Bolsonaro vai presidir o conselho do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado Pátria Voluntária, composto por 12 ministros e 11 membros da sociedade civil, entre eles, a cantora Elba Ramalho e a mulher do ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Rosângela Moro, além da irmã do ministro Paulo Guedes (Economia), Elizabeth Guedes.

“É com muita alegria que recebi o convite do nosso querido ministro Osmar Terra para presidir o conselho que está sendo formado aqui hoje. Dentro das minhas limitações sempre quis ajudar ao próximo, é 1 chamado do meu coração. Aceitei isso pra mim como 1 desígnio de Deus”, disse a primeira-dama, no lançamento do programa, que foi realizado nesta 3ª feira (9.jul.2019) no Hospital da Criança de Brasília Jose Alencar, em Brasília.

“Reafirmo hoje a promessa que fiz durante a posse de meu esposo, de contribuir e trabalhar para toda a sociedade brasileira, para que todos, sem exceção, se sintam valorizados”, completou.


O discurso da primeira-dama no evento durou 6 minutos e 20 segundos. Tempo quase idêntico ao do presidente, que falou por 6 minutos e 50 segundos. Michelle começou sua fala de improviso, mas depois passou a ler o discurso.

A iniciativa, integrada ao Ministério da Cidadania, comandado pelo ministro Osmar Terra, tem como objetivo estimular “a participação da sociedade na promoção de práticas sustentáveis voltadas à população mais vulnerável”. 

Segundo Michelle Bolsonaro, a intenção do programa “não é a de substituir o Estado, mas somar forças para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”.

“Somente através da participação ativa do cidadão, do governo e do setor privado é que poderemos implementar ações verdadeiramente transformadoras no Brasil”, disse.

No lançamento do programa, o Hino Nacional foi cantado por alunos de uma escola pública. Uma intérprete de libras também apresentou o hino na linguagem de sinais. A primeira-dama apoia ações voltadas a pessoas com deficiência auditiva.

Também foram exibidos 2 vídeos destacando como o trabalho voluntário ajuda no combate às desigualdades sociais e à fome, principalmente entre crianças.

Michelle Bolsonaro ainda compartilhou sobre todos os trabalhos voluntários que faz, incluindo 1 retiro espiritual que realiza duas vezes no ano na Igreja Batista Atitude, que frequenta no Rio de Janeiro.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, elogiou a dedicação da primeira-dama ao trabalho voluntário. Segundo ele, Michelle poderia “estar cuidando dos seus afazeres, coisas menores, na atividade até de doação”. Neste momento da fala, o ministro foi ainda interrompido por Bolsonaro: “Cuidar de mim”, completou, sobre as dedicações da mulher.

“Ter boa parte do horário dela para cuidar do presidente também”, disse Osmar Terra, provocando risos no público. “Mas ela é realmente uma pessoa muito especial em termos de empatia e de preocupação com o social. Tenho a convicção de que ela vai fazer 1 ótimo trabalho”, completou.

Em seu discurso, o presidente Jair Bolsonaro defendeu o trabalho dos ministros em seu governo como 1 trabalho voluntário.

“Quando se fala em voluntariado, isso Paulo Guedes, Ernesto, Damares, Moro, Mandetta, Onyx, começa no nosso trabalho e vocês sabem, Osmar, muito bem do trabalho de cada 1 de vocês, vocês são voluntários também. E o que vocês fazem nos seus respectivos ministérios de forma corajosa e altruística, vocês sabem que muita gente depende de vocês”, disse.

O presidente ainda aproveitou para fazer 1 aceno ao Congresso Nacional a favor da reforma da Previdência, que deve ser votada na Câmara até o fim desta semana.

“E mais ainda, atravessando a Esplanada, os meus amigos deputados e senadores, o voto de vocês, sim ou não, é muito importante para o destino da nação e esse voto tem que vir do coração, da razão e do entendimento de cada 1 de vocês”, disse.

Ao falar dos ministros, o presidente ainda aproveitou, sem citar o nome, para destacar o trabalho do ministro Sergio Moro, que teve conversas divulgadas pelo portal The Intercept que mostram que ele orientou investigações da Lava Jato.

“Isso eu só posso fazer se tiver uma equipe do meu lado, esse equipe representada no primeiro momento por 22 ministros e depois pelas demais autoridades. Nós juntos podemos fazer muito, mas muito pelo nosso Brasil. Eu não vou citar o nome aqui, mas tem 1 nome que teve muita coragem, primeiro quando decidiu pela condenação de 1 outro, nos garantiu a liberdade e esse mesmo homem renunciou a vida pregressa dele para chegar aqui e continuar fazendo mais. Um homem de muita coragem”, disse.

Ao assinar o decreto que cria o programa, Bolsonaro utilizou, como de costume, uma “caneta Bic”.

O presidente costuma usar caneta Bic ou Compactor para assinar documentos importantes © Sérgio Lima O presidente costuma usar caneta Bic ou Compactor para assinar documentos importantes

OS MEMBROS DO CONSELHO

Os membros do conselho foram designados pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra. Eles terão mandatos de 2 anos, com possibilidade de recondução. As reuniões serão realizadas bimestralmente, em caráter ordinário e, preferencialmente, por videoconferência. As atividades dos conselheiros não serão remuneradas.

De acordo com o Ministério da Cidadania, as atividades do conselho “serão prioritariamente voltadas à inclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza, da privação ou fragilização de vínculos afetivos e de deficiência”.

Eis os ministros membros titulares do Conselho:

  • Abraham Weintraub (Educação);
  • Damares Alves (Mulher, da Família e dos Direitos Humanos);
  • Fernando Azevedo e Silva (Defesa);
  • Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo);
  • Luiz Henrique Mandetta (Saúde);
  • Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações);
  • Onyx Lorenzoni (Casa Civil);
  • Osmar Terra (Cidadania);
  • Paulo Guedes (Economia);
  • Ricardo Salles (Meio Ambiente);
  • Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública);
  • Wagner Rosário (Controladoria Geral da União).

Eis os membros da sociedade civil:

  • Elba Ramalho;
  • Elizabeth Guedes (Associação Nacional das Universidades Particulares);
  • Fábio Silva (Plataformas Transforma Brasil);
  • Israel Aron (Instituto Cyrela);
  • James José Martins de Souza (Instituto Legado);
  • Lars Gael;
  • Maria Elena Johannpeter (Parceiros Voluntários);
  • Michelle Bolsonaro (Presidente do Conselho);
  • Miguel Totelli (Amor Exigente);
  • Raul Cutait (Fiesp);
  • Ricardo Paes de Barros (Instituto Ayrton Senna);
  • Rosângela Moro.

Além dos ministros membros do conselho e da sociedade civil, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, esteve presente no lançamento do programa e se posicionou ao lado de Michelle Bolsonaro.

Dodge tenta se manter no comando da PGR (Procuradoria Geral da República), mesmo não tendo participado da eleição da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) que indicou 3 nomes para serem escolhidos por Bolsonaro. O presidente ainda tem a prerrogativa que escolher 1 nome fora da lista.

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