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MPF ouvirá Daniel Silveira sobre celulares encontrados em cela

Logotipo do(a) Poder360 Poder360 26/02/2021 Poder360
O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) está preso desde a noite de 16 de fevereiro. Os celulares foram encontrados em sua cela no dia 18 © Vinicius Loures/Câmara dos Deputados O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) está preso desde a noite de 16 de fevereiro. Os celulares foram encontrados em sua cela no dia 18

O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) será ouvido pelo MPF (Ministério Público Federal) nesta 6ª feira (26.fev.2021), na unidade prisional da Polícia Militar do Rio de Janeiro. O depoimento, marcado para 10h, será para explicar os celulares encontrados em sua cela quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal no Rio.

Os 2 celulares foram encontrados na cela de Silveira na 5ª feira da semana passada (18.fev). Um inquérito foi aberto para investigar como ele conseguiu acesso aos aparelhos. Durante a investigação, o deputado se negou a fornecer a senha dos celulares.

O procurador responsável pelo inquérito é Eduardo Benones. Ele investiga se alguém facilitou a entrada dos celulares na cela. Também é apurado se o deputado utilizou os celulares para mandar mensagens e intimidar outros congressistas a votarem a seu favor na Câmara dos Deputados. Em votação em plenário, a Casa decidiu que ele deve permanecer preso até uma nova decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

O congressista foi preso em 16 de fevereiro depois de gravar vídeo com ataques a ministros do STF e defender o AI-5 (Ato Institucional nº 5), instrumento de repressão durante a ditadura militar. O deputado xingou os ministros e fez acusações, inclusive de que alguns magistrados vendem sentenças. Leia aqui, na íntegra, as declarações do deputado.

Na 3ª feira (23.fev), o ministro Alexandre de Moraes pediu que a PGR (Procuradoria Geral da República) se manifeste novamente sobre a liberdade ou manutenção da prisão do congressista. Na decisão, Moraes diz que os celulares encontrados na cela, assim como outros crimes que Silveira cometeu após ser preso, devem ser levados em consideração.

Além do inquérito sobre os celulares e sobre o vídeo de ameaças ao STF, o deputado é investigado por crime de desacato e infração sanitária, cometido durante seu exame no IML (Instituto Médico Legal). Logo depois de sua audiência de custódia, ele voltou a ameaçar os ministros do STF.

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