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O que você deve saber antes de dizer que é contra ou a favor da greve dos caminhoneiros

Logotipo do(a) HuffPost Brasil HuffPost Brasil 25/05/2018 Grasielle Castro

Após quase 7 horas de reunião em Brasília, a categoria acertou com o governo na noite de quinta-feira (24) um acordo para suspender a greve por 15 dias. © Rodolfo Buhrer / Reuters Após quase 7 horas de reunião em Brasília, a categoria acertou com o governo na noite de quinta-feira (24) um acordo para suspender a greve por 15 dias.

Em 4 dias, a greve dos caminhoneiros conseguiu deixar os brasileiros em estado de alerta. Áreas como transporte, saúde e alimentação sentiram os impactos. Mesmo após os sindicatos terem aceitado fazer um acordo com o governo, ainda há dúvidas sobre o restabelecimento do transporte, afinal ainda há profissionais que prometem continuar de braços cruzados.

A greve conseguiu também dividir a população entre os que são favoráveis e os que são contrários a greve. Aqui estão algumas informações que podem te ajudar a decidir em qual lado você quer ficar — se é que é preciso escolher um lado.

O que não é falta é polarização.

Afinal, o que querem os caminhoneiros?

A principal reivindicação dos caminhoneiros é contra o constante reajuste no preço do combustível. O movimento que se iniciou espontaneamente entre caminhoneiros autônomos reclama que eles fecham um valor para um serviço, mas como o preço do combustível estava mudando praticamente todos os dias, no fim eles estavam praticamente pagando para trabalhar. A adesão a essa reclamação cresceu e se alastrou entre a categoria.

"Além da correção quase que diária dos preços dos combustíveis realizado pela Petrobras, que dificulta a previsão dos custos por parte do transportador, os tributos PIS e Cofins, majorados em meados de 2017 com o argumento de serem necessários para compensar as dificuldades fiscais do Governo, são o grande empecilho para manter o valor do frete em níveis satisfatórios", justifica a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCam), uma das entidades que aderiu ao movimento.

A sugestão da ABCam é que o governo crie um sistema de subsídio para "aquisição de óleo diesel por parte dos transportadores autônomos".

O que fez o governo?

Após quase 7 horas de reunião em Brasília, a categoria acertou com o governo na noite de quinta-feira (24) um acordo para suspender a greve por 15 dias. O governo aceitou reduzir a zero, em 2018, a alíquota da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o óleo diesel. Também aumentou para 30 dias o prazo de validade da queda de 10% no preço do diesel nas refinarias, anunciada na quarta-feira (23) pela Petrobras.

A gestão do presidente Michel Temer se comprometeu ainda em extinguir qualquer ação judicial movida contra os grevistas e a prometeu de não incluir o setor de transporte rodoviário nas propostas de reoneração das folhas de pagamento. O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (23) e está previsto para ser apreciado nesta sexta-feira (25) pelo Senado.

Greve com apoio de patrão é greve?

O crescimento do movimento de paralisação atraiu a entidade patronal, que permitiu que caminhoneiros de frota aderissem ao grupo e é quem paga pelo custo do diesel nas empresas. Com isso, o movimento está sendo acusado de, na verdade, ser um locaute - que é uma greve dos patrões e não dos caminhoneiros.

Eles também querem a intervenção militar?

Alguns caminhoneiros acusam a corrupção de ser o que tem levado ao aumento do preço do combustível. Outros acreditam ainda que a intervenção militar seria capaz de resolver os problemas do País.

Apesar de alguns caminhoneiros aproveitarem o momento para expor o seu desejo político, a porta-voz da ABCam, Carolina Rangel, afirmou à BBC que a associação não apoia a intervenção e ressalta que o mote é reduzir impostos e preço do combustível.

"Se o caminhoneiro X, Y ou Z acredita que a intervenção é o melhor caminho, a gente aceita. A gente não tolhe o direito de manifestação política de ninguém, é liberdade de expressão. Não temos ligação com nenhum partido político, nem com o MST, nem os pró-Lula, nem os Fora Temer. A nossa insatisfação reflete a da população como um todo.Apesar de grande parte dos brasileiros não abastecerem seus carros com diesel, que é o nosso pleito específico, todo mundo está sendo onerado com o aumento dos combustíveis e com a inflação em geral", disse.

2018 é o novo 2013?

A Marília Moschkovich fez toda uma análise em 2013 sobre os protestos dos caminhoneiros naquela época. E agora, em 2018, ela volta ao que apurou para afirmar que a greve nada tem a ver com o bolso do consumidor. A thread no Twitter está aqui:

E o post de 2013 está aqui:

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A maioria dos presidenciáveis disse ser favorável à greve ou a uma mudança na política de preços.

Nas redes sociais...

O especialista em big data Fabio Malini pontua que nenhum dos lados da polarização política aferiram fortemente a #EuApoioAGreveDosCaminhoneiros, que passou a quinta-feira (24) entre os tópicos mais comentados do Twitter.

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Vídeo: Greve dos caminhoneiros causa transtornos no Brasil (Via AFP)


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