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Organizações e movimentos se reúnem para pedir impeachment de Bolsonaro

Logotipo do(a) Correio Braziliense Correio Braziliense 14/07/2020 Luiz Calcagno

© Ed Alves/CB/D.A Press Representantes de movimentos estudantis, indígenas, LGBTQI+ se reuniram, na manhã desta terça-feira (14/7), em frente ao Congresso, para marcar a entrega de mais um pedido de impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro. Eles colocaram cruzes e estenderam faixas com dizeres como “todos pela democracia” e “70 mil mortos, Bolsonaro, pare de negar”. Os grupos usavam máscaras, levavam uma bandeira do Brasil, bonecos e, ao microfone, líderes pediam para os presentes ficarem distantes uns dos outros, o que nem sempre ocorria. 

Os presentes entoaram gritos de “fora Bolsonaro” e chamaram o chefe do Executivo de “genocida”. Até o momento, pelo menos 49 pedidos de impedimento contra o presidente estão parados na mesa da presidência. Esse último foi protocolado por volta de 11h59. O texto conta com a anuência de vários movimentos sociais e se baseia em um conjunto grande de atuações de Bolsonaro, ue porta-vozes chamaram de uma sistematização das políticas inconstitucionais. 

Eles focam em ações do governo contrárias ao que determina a Constituição Federal em relação ao meio ambiente, proteção aos índios, direitos sociais, soberania nacional, saúde, educação e cultura. Participaram do ato cerca de 150 pessoas. O pedido de impeachment conta com assinaturas de organizações sindicais e religiosas, setores da sociedade civil, personalidades comprometidas com a democracia e movimentos populares.  © Ed Alves/CB/D.A Press  

O texto cita, ainda, a condução do Executivo no combate à pandemia de coronavírus, que já resultou em quase 73 mil mortes. No que se refere a trabalho, o texto afirma que o presidente foca as políticas no favorecimento a grandes empresas, mas não garantem o emprego e a renda de trabalhadores. Sobre meio ambiente, o aumento do desmatamento e a priorização de interesses particulares em detrimento de normas ambientais.

O pedido de impeachment acusa Bolsonaro de legalizar a grilagem de terras e interromper programas de compra antecipada de alimentos (PAA), de impor sofrimento a populações tradicionais “com a implantação de uma política genocida”, e de não cumprir a demarcação de territórios estabelecido pela carta magna, além de prejudicar a política exterior brasileira, sabotar produções artísticas que não se alinham à ideologia do governo e atacar a liberdade de expressão e de imprensa.

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