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Pandemia em São Paulo está “sob relativo controle”, diz Doria

Logotipo do(a) Poder360 Poder360 22/04/2021 Poder360
João Doria afirmou que as restrições no Estado fizeram com que o número de novos casos de covid-19 diminuíssem em São Paulo © Sérgio Lima/Poder360 João Doria afirmou que as restrições no Estado fizeram com que o número de novos casos de covid-19 diminuíssem em São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que a pandemia no Estado está “sob relativo controle“. Segundo ele, houve diminuição no número de casos de covid-19 depois das restrições mais severas tomadas pelo governo.

Eu diria que [a pandemia] está sob relativo controle, porque nós conseguimos, graças às medidas do Plano São Paulo uma redução no número de pessoas infectadas e, consequentemente, menor ocupação nos chamados leitos primários dos hospitais públicos e privados, e uma menor ocupação também nos leitos de UTI [unidade de terapia intensiva]”, disse ele em entrevista à agência de notícias Reuters, publicada nesta 5ª feira (22.abr.2021).

Doria também afirmou que se os números continuarem em uma tendência de queda, o Estado poderá voltar para a fase laranja depois do fim da chamada fase de transição. Se isso acontecer, o governador diz ainda que as restrições deixarão de ser adotadas em todo o Estado. A decisão voltará a levar em conta apenas os números regionais.

Essa possível nova etapa, nós não sabemos ainda, temos ainda um período para cumprir, pelo menos uma semana toda, mas já se sabe que, se formos para a fase laranja, voltaremos para a análise regional.

A classificação de restrições para todo o Estado acontece desde 6 de março. Foi nessa data que São Paulo entrou em fase vermelha. Depois disso, em 15 de março, teve início a fase emergencial, com restrições ainda mais severas.

A fase de transição está em vigor no Estado desde domingo (18.abr) e deve ser mantida até 30 de abril. Nesse período, o comércio da cidade pode reabrir, assim como os cultos religiosos. Doria afirmou que o momento de flexibilização está sendo monitorado por autoridades de saúde no Estado e que depende das pessoas para que as restrições diminuam.

Na 3ª feira (20.abr), o governador afirmou que a circulação de pessoas só voltará ao normal com o avanço da vacinação. “Nós só estaremos em um novo normal quando tivermos mais de 75% da população vacinada”, disse.

Até 4ª feira (21.abr), São Paulo registrava 2.786.483 casos de infecção por coronavírus e 90.627 mortes, de acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado. Os leitos de UTI estavam 81,8% ocupados e os de enfermaria, 62,6%.

Doria também criticou a atuação do governo federal na pandemia. Para ele, a requisição administrativa feita pelo Ministério da Saúde para centralizar a distribuição dos remédios usados na intubação de pacientes, que estão em falta em todo o Brasil, foi um “gravíssimo erro“.

O Ministério da Saúde não fez a aquisição dos medicamentos e impediu que Estados, municípios e hospitais privados pudessem ter acesso a esses produtos“, disse.

Na semana passada, o Poder360 mostrou que o secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, enviou 9 ofícios ao governo federal, de 3 de março a 13 de abril deste ano, pedindo o envio dos medicamentos. Logo depois, em 15 de abril, o ministério enviou a São Paulo menos de 20% dos kits intubação solicitados pelo Estado.

Doria afirmou que se a situação não se alterar, o caso será levado ao STF (Supremo Tribunal Federal). “O Fórum de Governadores está tomando providências primeiro do ponto de vista de diálogo com o novo ministro Marcelo Queiroga, para que ele, sendo médico, possa compreender a necessidade de liberar imediatamente e suspender esse confisco. Se não o fizer, os próprios governos entrarão com uma medida conjuntamente no Supremo Tribunal Federal“, disse.

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