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'Setor de couro é sustentável e suspensão não foi definitiva', diz ministra

Logotipo do(a) Estadão Estadão 29/08/2019 Augusto Decker

'Temos que mostrar nossa realidade. O que nós temos de mazelas já estamos resolvendo', disse a ministra © Rovena Rosa/Agência Brasil 'Temos que mostrar nossa realidade. O que nós temos de mazelas já estamos resolvendo', disse a ministra S

ÃO PAULO - A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que o setor brasileiro de couro é sustentável e que a suspensão da compra do produto por importadores é temporária e deve ser resolvida da melhor forma possível.

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Em entrevista na Expointer, feira agropecuária gaúcha que ocorrem em Esteio (RS), a ministra afirmou: "Essa suspensão não foi definitiva. Temos que ter muito cuidado. Acho que o setor de couros do Brasil é sustentável, é um setor que tem muito a informar a essas indústrias", disse. "Neste momento, é melhor termos cautela e saber o que eles querem de informação para podermos passar para eles e resolver esse problema da melhor forma possível."

A ministra disse que a suspensão causa prejuízo à imagem do Brasil, mas que há "exagero" na forma como o País é mostrado para o exterior. "Se nós ficarmos aumentando o tom dessa conversa, teremos ainda mais prejuízo. Ou é interessante ficarmos alimentando coisas que não são verdadeiras?", indagou. "Temos que mostrar nossa realidade. O que nós temos de mazelas já estamos resolvendo. O governo federal mandou tropas das Forças Armadas para coibir o ilegal e o ilícito na Amazônia."

A resposta da ministra vem após importadores de couro suspenderem as compras do produto brasileiro e pedirem esclarecimentos sobre a procedência da matéria-prima ao setor no Brasil em decorrência do avanço das queimadas na Amazônia.

A VF Corporation, empresa responsável por marcas como Timberland, The North Face, Kipling e Vans, disse em nota enviada ao Estado que decidiu não seguir se "abastecendo diretamente com couro e curtume do Brasil para os negócios internacionais até que haja a segurança que os materiais usados em nossos produtos não contribuam para o dano ambiental no País".

A suspensão havia sido divulgada nesta quarta pela manhã em carta do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. No entanto, no mesmo dia o presidente da entidade, José Fernando Bello, disse que havia se tratado de um "erro de pré-avaliação" da entidade e que a exportação não estava, por enquanto, suspensa. Mais tarde, porém, as indústrias relataram que haviam deixado de comprar a matéria-prima brasileira.

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