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Bolsonaro é surpreendido por cobrança de ex-aluna do Colégio Militar

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 06/05/2019 Da Redação
O presidente da República, Jair Bolsonaro, participa das comemorações dos 130 anos do Colégio Militar do Rio de Janeiro 06/05/2019 © Fernando Frazão/Agência Brasil O presidente da República, Jair Bolsonaro, participa das comemorações dos 130 anos do Colégio Militar do Rio de Janeiro 06/05/2019

A ex-aluna do Colégio Militar do Rio de Janeiro e hoje estudante de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Maria Eduarda Sá Ferreira, de 24 anos, conseguiu abordar o presidente Jair Bolsonaro para cobrá-lo sobre o corte médio de 30% nos repasses às instituições de ensinos federais.

“Vergonha, ser inimigo da educação pública”, disse a estudante a Bolsonaro. Segundo a assessoria do presidente, “ele foi educado e não comentou sobre a cobrança da ex-aluna”.

A ex-aluna, por sua vez, afirma que espera que o governo reveja os cortes que foram anunciados pelo Ministério da Educação (MEC) na semana passada. “Espero que ele reveja essa posição. Eu espero que repense. Atacar as universidades públicas federais é atacar a produção de conhecimento, a iniciação científica. Isso é muito custoso para um país que quer se desenvolver.”

Nesta segunda-feira, 6, Bolsonaro visitou o Colégio Militar do Rio para comemorar os 130 anos da instituição. O presidente usou colete à prova de bala. Segundo a coluna Radar, a comitiva de Bolsonaro estava em alerta devido aos protestos de estudantes contra os cortes na educação promovidos pelo governo.   

“Eu sou contra esses cortes porque sei que a maioria dos sonhos dos estudantes daqui, que não vão seguir na carreira militar, justamente é estudar nas universidades de ponta do país e as universidades de ponta do país são as universidades públicas”, disse Sá Ferreira, que se formou no Colégio Militar em 2013. “Sou totalmente contra esse corte e por isso vim aqui para passar essa mensagem para ele”, acrescentou.

Estudantes do Colégio Pedro II, um dos mais tradicionais do Rio, do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Maracanã, e do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), organizaram uma manifestação contra os cortes no orçamento da Educação. A verba de custeio do Pedro II, por exemplo, foi reduzida em 36,37%. “A redução de orçamento inviabilizará o planejamento que foi elaborado antecipada e cautelosamente pelos dirigentes dessa instituição”, afirma a direção do colégio.

(Com Estadão Conteúdo)

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