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Escolas particulares aguardam decreto de Kalil para ampliar aula presencial

Logotipo do(a) EM.com.br EM.com.br 19/08/2021 Cecília Emiliana

Nas instituições municipais, os alunos são separados por bolhas, que não se misturam © Pixabay/ Reprodução Nas instituições municipais, os alunos são separados por bolhas, que não se misturam O Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) aguarda a publicação do decreto anunciado pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), nesta quinta-feira (19/8) para ampliar as aulas presenciais.

Kalil (PSD) disse que vai liberar o dobro de alunos em sala de aula nas escolas municipais de Belo Horizonte partir de segunda-feira (23/8). As escolas particulares aguardam as novas determinações

Segundo o prefeito, novos estudos apontam que o funcionamento das instituições de ensino representam baixo risco na pandemia.

"O que eu tenho para dizer é que os novos estudos disseram que a escola não é problema. Então, a partir de segunda-feira, vamos publicar o protocolo de reabertura. Nós vamos dobrar o número de alunos", afirmou em entrevista à TV Globo.

Ainda de acordo com o chefe do executivo, os protocolos de controle da epidemia serão modificados. As escolas foram os primeiros estabelecimentos a serem fechados, em fevereiro de 2020. Agora, segundo Kalil, terão prioridade de funcionamento. 

"A escola, diferentemente do que se pensava no início da pandemia (quando as aulas foram suspensas), será a última coisa a ser fechada em Belo Horizonte. É uma experiência. Agora, eu tenho a plena convicção de que escola não pode fechar", afirmou o mandatário.

O Sinep-MG comemorou a decisão. ''O Sinep-MG já pedia há muito tempo que esse protocolo fosse revisto, principalmente com relação ao distanciamento. Com o retorno das atividades presenciais no segundo semestre, muitas famílias que não tinham feito opção pelas atividades presenciais, fizeram opção para o retorno presencial. Hoje, nós temos mais de 85% de famílias que querem que os filhos voltem presencialmente para a escola'', disse a presidente do Sinep-MG, Zuleica Reis Ávila.

Este mês, a categoria se reuniu para pedir que o comitê revisse as normas atuais  diante da queda dos índices de contaminação. ''A demanda cresceu e o distanciamento - dependendo da estrutura da escola - não tinha condição de atender'', disse Zuleica. ''Temos turmas que faziam quatro grupos e, em um mês, alunos só iam à escola uma semana'', completou.

Segundo ela, as escolas já estão se organizando para ajustar a metragem para um metro entre as carteiras. ''Estamos aguardando a publicação no sábado para segunda-feira. Sabemos que é razovale se mantermos os demais procedimentos como a higenizaçao dos ambientes, das mãos e o uso de máscara dentro da escolas'', contou.  

Entenda o critério

Consultado pelo Estado de Minas, o infectologista Carlos Starling, membro Comitê de Enfrentamento à COVID-19, explicou os critérios científicos que embasaram a decisão.

Segundo o médico, Kalil se refere a uma orientação publicada no início de agosto pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Atlanta (CDC), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. 

O novo protocolo reduziu de dois para um metro o distanciamento entre os estudantes dentro dos colégios em cidades com mais de 400 infectados por 100 mil habitantes. 

"Em Belo Horizonte, o índice já está abaixo de 200 casos. A incidência ainda é alta. Porém, com essa premissa do CDC, já é seguro admitir mais alunos dentro das salas de aula", esclareceu o infectologista. 

Normas vigentes

Segundo as regras atuais, as atividades presenciais estão autorizadas para os estudantes da educação infantil ao ensino médio na capital mineira. 

As crianças de 0a 5 anos retornaram no dia 21 de junho. Os estudantes do 1º ao 5º ano vão à escola desde 12 de julho. Os jovens do 6º ao 9º, desde 5 de agosto. Já os adolescentes do Ensino Médio retomaram as atividades em 23 de julho. 

O número máximo de alunos varia conforme o tamanho das salas. O uso de máscara e o distanciamento de dois metros entre as carteiras é obrigatório para toda a comunidade escolar. Tanto pora o ensino fundamental, quanto para o médio, as aulas ocorrem em modelo híbrido, ou seja, mesclam atividades presenciais e a distância. 

Nas instituições municipais, os alunos são separados por bolhas, que não se misturam. Cada turma tem um banheiro exclusivo e o lanche é feito dentro de sala.  [NOTICIA1604864]

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