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Pulseira inteligente Schood promete facilitar vida nas escolas

Logotipo do(a) Estadão Estadão 05/02/2020 Bruna Arimathea*
Ao aproximar da catraca, a pulseira libera a entrada e saída de alunos  © Divulgação/Positivo Ao aproximar da catraca, a pulseira libera a entrada e saída de alunos 

Se depender da tecnologia, estão contados os dias de quem pede para o amigo gritar “presente” na hora da chamada na sala de aula. Isso porque a Positivo começou a oferecer no mercado uma pulseira inteligente para facilitar a vida de alunos, professores e funcionários nas escolas. Chamada de Schood, a pulseira é capaz de informar a localização dos estudantes dentro das escolas e também auxiliar em atividades em classe – e até na fila da cantina.

Com uma pequena tela, sensores de presença e de geolocalização (como o GPS), a pulseira permite, por exemplo, a entrada e saída dos alunos pela catraca das escolas. Na hora do lanche, o pagamento na cantina também pode ser feito quando o dispositivo é aproximado de um totem, em um sistema que usa crédito pré-pago. Segundo a fabricante, a Schood usa a plataforma de conectividade Bluetooth e tem bateria que pode durar até um ano sem precisar de carga.

Dentro da sala de aula, o dispositivo também serve de ferramenta de apoio ao estudo. Professores podem, por exemplo, enviar testes de múltipla escolha aos alunos pela pulseira – para responder, basta escolher a alternativa correta diretamente no pulso. Além disso, a chamada é feita automaticamente pela localização de cada estudante, economizando minutos preciosos gastos na tarefa.

Já os pais podem acompanhar a rotina de seus filhos à distância, por meio de um aplicativo. No app, é possível saber a hora que o aluno chegou e saiu da escola e comprar os créditos que serão utilizados na cantina. O app também pode enviar notificações às pulseiras dos alunos, avisando quando os pais chegaram à escola para buscá-los, evitando longas filas de trânsito.

Segundo a Positivo, todos os dados coletados pelas pulseiras são protegidos – apenas pais, escolas e a própria empresa têm acesso às informações dos estudantes. A empresa alega ainda que a prática está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrará em vigor em agosto desse ano. De acordo com Thyago Taher, gerente de produto de soluções educacionais da Positivo, os alunos aprovaram o projeto, após uma reluta inicial sobre sua privacidade.

“Inicialmente, identificamos como risco essa ideia do monitoramento, mas a escola só tem acesso à localização do aluno dentro do colégio”, afirma o executivo. “Se o aluno passou do portão para fora, a pulseira acaba não tendo nenhuma função.” Ao Estado, Taher afirma que o custo da tecnologia depende da quantidade de alunos atendidos por cada colégio, mas que geralmente gira em torno de R$ 25 reais por aluno. Repassar esse valor nas mensalidades fica a critério das instituições.

Em Santo André, no ABC paulista, cerca de 600 alunos do Colégio Moriah usam a pulseira desde agosto de 2019. Segundo Lucas Marques, gestor de tecnologia e inovação da escola, a utilização da Schood tem resultado em uma maior fluidez das aulas. “Quando os professores entenderam a função quiz e passaram a usar na aula, foi muito produtivo”, explica. Até o trânsito melhorou, diz o executivo. “Na entrada e saída de alunos, a pulseira também faz a diferença.”

Em 2019, a Schood foi usada apenas em escolas da rede privada. Para 2020, a previsão da Positivo é de que 14 instituições façam uso do Schood, totalizando mais de 7 mil alunos utilizando a tecnologia.

*É estagiária, sob supervisão do editor Bruno Capelas

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