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Presidenciáveis condenam atentado contra Jair Bolsonaro

Logotipo do(a) BBC News BBC News 06/09/2018
Jair Bolsonaro é candidato à Presidência da República pelo PSL © Reuters Jair Bolsonaro é candidato à Presidência da República pelo PSL

Os principais candidatos à Presidência da República se manifestaram nesta quinta-feira condenando o ataque sofrido por Jair Bolsonaro (PSL) em Juiz de Fora. Bolsonaro foi atingido por uma facada, segundo a Polícia Militar, durante um ato de campanha.

Segundo a família, ele sofreu ferimentos superficiais e foi atendido na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora.

Ciro Gomes, que estava em campanha em Pernambuco, classificou o episódio como "barbárie" em seu perfil no Twitter.

João Amoedo (Novo) disse que o que aconteceu é "inacreditável e lamentável". 

"Independentemente de divergências políticas, não é possível aceitar nenhum ato de violência", disse Amoedo. "Que o agressor sofra as devidas punições. Meus votos de melhoras para o candidato." 

Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que "a violência não se justifica, não pode tomar o lugar do debate político".

"Repudiamos toda e qualquer ação de ódio e cobramos investigação sobre o fato", disse Boulos. 

Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que "política se faz com diálogo e convencimento, jamais com ódio" e disse esperar que o candidato se recupere rapidamente.

"Qualquer ato de violência é deplorável. Esperamos que a investigação sobre o ataque ao deputado Jair Bolsonaro seja rápida, e a punição, exemplar", afirmou. 

Alvaro Dias (Podemos) afirmou que repudia toda e qualquer agressão e disse que "por isso a violência nunca deve ser estimulada".

"Eu não estimulo", afirmou.

A candidata da Rede, Marina Silva, soltou uma nota sobre o episódio, que disse ser um "duplo atentato: contra sua integridade física e contra a democracia."

"A violência contra o candidato Jair Bolsonaro é inadmissível e configura um duplo atentado: contra sua integridade física e contra a democracia. Neste momento difícil que atravessa o Brasil, é preciso zelar com rigor pela defesa da vida humana e pela defesa da vida democrática e institucional do nosso País. Este atentado deve ser investigado e punido com todo rigor. A sociedade deve refutar energicamente qualquer uso da violência como manifestação política", diz a nota.

Henrique Meirelles (MDB), afirmou que deseja pronta recuperação ao candidato.

"Lamento todo e qualquer tipo de violência. O Brasil precisa encontrar o equilíbrio e o caminho da paz. Temos que ter serenidade para apaziguar a divisão entre os brasileiros", afirmou. 

Temer: 'episódio serve de exemplo'

O presidente Michel Temer também se manifestou, dizendo que o "episódio serve de exemplo para aqueles que pregam a intolerância em suas campanhas."

"Se Deus quiser, o candidato Bolsonaro passará bem. Tenho certeza que não haverá nada mais grave, esperamos. Mas que sirva de exemplo para que as pessoas que hoje estão fazendo campanha percebam que a tolerância é uma derivação da própria democracia", afirmou o presidente em evento hoje no Palácio do Planalto.

"É intolerável que não haja possibilidade de uma campanha tranquila", disse. "E uma campanha que umas pessoas apresentem seus projetos. Votar em candidato é coisa de cultura atrasada, você tem que votar em projetos. E para votar em projeto, o candidato precisa circular pelo país".

OAB condenou o episódio

A Ordem dos Advogados do Brasil também manifestou repúdio ao ato de violência.

"A democracia não comporta esse tipo de situação. A realização das eleições em ambiente saudável depende da serenidade das instituições e militantes políticos. O processo eleitoral não pode ser usado para enfraquecer a democracia. Neste momento, cabe a reflexão a respeito do momento marcado por extremismos, por discursos de ódio e apologia à violência. Tudo isso apenas estimula mais violência, numa situação que prejudica a todos.A OAB acompanha atenta o desdobramento desse fato. É preciso que todas as forças políticas possam participar do pleito e que os eleitores tenham assegurado o direito à livre escolha", diz a nota, assinada pelo presidente nacional da entidade, Claudio Lamachia. 

"Independentemente de divergências políticas, não é possível aceitar nenhum ato de violência", disse Amoedo. "Que o agressor sofra as devidas punições. Meus votos de melhoras para o candidato."

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