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Pela primeira vez na história, mulher é aceita em academia naval do Japão

Logotipo do(a) Capricho Capricho 23/01/2020 Isabella Otto
Saki é a segunda pessoa, da direita para a esquerda, na primeira fila. © STR/Japan Maritim Self-Defense Force/AFP/Reprodução Saki é a segunda pessoa, da direita para a esquerda, na primeira fila.

Até 2018, a Academia Nacional de Submarinos Navais do Japão não aceitava mulheres. Para os representantes, seria difícil readaptar as acomodações para instalar marinheiros que não fossem homens – mas a gente sabe que o buraco é beeem mais embaixo e a questão de gênero é cultural e patriarcal. Mas as coisas mudaram e uma mulher foi, enfim, admitida na academia naval!

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O nome dela é Saki Takenouchi e ela é a primeira aluna na história a ser aceita na academia japonesa, após a Força de Autodefesa Marítima ter encerrado no país a proibição do cargo para pessoas do sexo feminino.

Ao lado de 20 homens, a jovem pretende não se pressionar demais nem se deixar intimidar. A agência de notícias francesa AFP informou que Saki quer trabalhar bastante para conquistar uma posição de destaque como membro da tripulação submarina.

Há diversos relatos de como é difícil ser mulher no Japão, por causa do machismo intrínseco na sociedade, em especial no setor econômico e de saúde. Homens têm, escancaradamente, mais oportunidades que mulheres. Isso é provado no Ranking de Igualdade de Gênero do Fórum Econômico Mundial, em que o país ocupa a 114ª posição em desigualdade em uma lista com 144 países.

Aqui não há pequenos passos: é um grande passo para Saki Takenouchi, para o Japão e para a humanidade. E que continuemos ocupando nossos espaços!
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