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China convoca embaixador dos EUA sobre prisão de diretora da Huawei

Logotipo do(a) AFPAFP 10/12/2018 Por Laurent THOMET
Ilustração de mulher caminhando junto ao logotipo da Huawei em Pequim em 8 de julho de 2018 Ilustração de mulher caminhando junto ao logotipo da Huawei em Pequim em 8 de julho de 2018

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A China convocou o embaixador americano, neste domingo (9), para protestar contra a prisão da diretora financeira da gigante de telecomunicações Huawei no Canadá e para solicitar que os Estados Unidos retirem seu pedido de extradição.

A prisão de Meng Wanzhou, de 46 anos, acusada de fraudes para driblar as sanções americanas ao Irã, irritou Pequim, ampliando as tensões em meio a uma trégua da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Meng - filha do fundador da Huawei, Ren Zhengfei, ex-engenheiro do Exército chinês - está detida, enquanto espera uma decisão de um tribunal canadense sobre seu pedido de fiança nesta segunda-feira.

O vice-ministro chinês das Relações Exteriores, Le Yucheng, convocou o embaixador americano, Terry Branstad, um dia após ter convocado seu colega canadense, John McCallum, para expressar o descontentamento da China.

"Le Yucheng indicou que os Estados Unidos violaram seriamente os direitos legítimos e os interesses dos cidadãos chineses, e a natureza desta violação é muito ruim", disse o chanceler em nota.

A China também pediu aos Estados Unidos que "tomem medidas imediatas para corrigir as práticas incorretas e revogar o pedido de prisão contra a cidadã chinesa".

O comunicado alertou que Pequim dará uma "resposta adicional", em conformidade com as ações americanas.

O porta-voz da Embaixada dos Estados Unidos em Pequim não foi encontrado para comentar.

Casa Branca: Trump não sabia

O conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmou, neste domingo, que Donald Trump não estava a par da detenção da diretora financeira da Huawei, quando jantava com o presidente chinês, Xi Jinping, na semana passada.

"O presidente não sabia. Ele não sabia e não teve reação depois", quando soube, reforçou Kudlow, em entrevista ao canal Fox News, rebatendo informações contraditórias que circularam esta semana.

De início, o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, disse à rádio NPR que a Casa Branca havia sido advertida da detenção, que aconteceu no mesmo dia em que Trump jantava com Xi.

Depois, um porta-voz de Bolton contradisse esses comentários, segundo o canal CBS.

Na sexta-feira, Trump adotou um tom tranquilizador, ao dizer que as conversas comerciais com a China "vão muito bem". E Kudlow disse "duvidar" de que este caso tenha um impacto nas negociações comerciais, em uma entrevista à rede CNBC.

Meng Wanzhou foi detida em Vancouver, no Canadá. A Justiça americana suspeita de que Meng tenha mentido para vários bancos sobre a filial da Huawei para poder ter acesso ao mercado iraniano entre 2009 e 2014, o que constituiria uma violação das sanções americanas contra Teerã.

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