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Congressistas cobram investigação formal sobre assédios de Trump

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 13/12/2017 Gustavo Silva
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante jantar com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, em Seul – 07/11/2017 © Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Mais de cinquenta deputadas americanas pediram nesta segunda-feira que o Congresso dos Estados Unidosabra uma investigação formal sobre asdenúncias de assédio sexual contra o presidente Donald Trump. Em documento, as deputadas citam que “pelo menos dezessete mulheres acusaram publicamente o presidente de más condutas sexuais”.

“Não podemos ignorar a profusão de mulheres que se manifestaram com acusações contra o Sr. Trump”, escreveram as congressistas em carta, assinada por todas as 56 democratas da Câmara. O pedido foi enviado ao republicano Trey Gowdy, o líder do Comitê de Reforma e Fiscalização do Governo, e para Elijah Cummings, democrata que também integra o principal braço investigativo da Casa a respeito de questões sobre o Poder Executivo.

O requerimento foi feito no mesmo dia em que um grupo de três mulheres pediu ao Congresso para investigar “o histórico de más condutas sexuais” do presidente americano. “Deixem de lado suas afiliações partidárias e investiguem o histórico de Trump”, declarou em um evento em Nova York Rachel Crooks, que acusa Trump de beijá-la sem o seu consentimento em 2005. Ela estava acompanhada de Samantha Holvey e Jessica Leeds, que também denunciaram publicamente Trump por supostos casos de assédio.

As denúncias vieram à tona pela primeira vez durante a corrida presidencial de 2016 e foram classificadas como “falsas” pela Casa Branca. Sobre o pedido das congressistas, Trump atacou o Partido Democrata: “Apesar de milhares de horas desperdiçadas e milhões de dólares gastos, os democratas foram incapazes de provar qualquer conluio com a Rússia”, escreveu o presidente, acrescentando que “agora, eles estão seguindo em frente com essas acusações falsas e histórias fabricadas de mulheres que não conheço e/ou nunca conheci”.

No domingo, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, defendeu o direito das mulheres que acusaram Donald Trump de assédio sexual de “serem ouvidas”. “Creio que qualquer mulher que tenha se sentido violada ou que tenha se sentido maltratada de alguma maneira tenha todo o direito de falar sobre isso”, disse Haley em entrevista ao programa Face the Nation, da rede CBS, ao ser perguntada sobre a avaliação pública dosescândalos sexuais envolvendo Trump.

Apenas na última semana, três políticos do alto escalão americano renunciaram em meio a escândalos sexuais. O senador Al Franken e o deputado John Conyers, ambos do Partido Democrata, e o deputado Trent Franks, do Partido Republicano, anunciaram a saída do cenário político depois de serem denunciados por assédio. Na conta dos republicanos, pende ainda o caso de Roy Moore, que concorre a uma vaga no Senado pelo Estado do Alabama e é acusado de se encontrar com menores de idade no fim dos anos 1970, quando ele tinha 32 anos.


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