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Para salvar a festa do Natal, países europeus aumentam restrições contra a Covid

Logotipo do(a) RFI RFI 22/10/2020 RFI
© THOMAS COEX / AFP

As medidas restritivas se multiplicam na Europa diante do aumento do número de casos de Covid-19. Um toque de recolher foi instaurando em duas regiões italianas, um confinamento parcial entra em vigor nesta quinta-feira (22) na República Tcheca, e a Espanha é o primeiro país europeu a atingir o número de um milhão de casos. Governo francês também deve anunciar novas restrições.

Como em países vizinhos, as projeções sobre o aumento da doença na França são ruins, com 26.676 novos casos diagnosticados nas últimas 24 horas, um aumento de quase 6.000 contaminações em relação à véspera. Com uma capacidade nacional de 5.800 leitos em UTIs e  2.239 pacientes já internados em terapia intensiva, o governo francês teme uma saturação. O número de vítimas fatais da doença na França já ultrapassa 34.000.

Diante da situação preocupante, o primeiro-ministro francês, Jean Castex, convocou uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira às 17h em Paris (12h em Brasília). Entre os anúncios esperados, está a ampliação a novas cidades do toque de recolher noturno. A medida, adotada inicialmente em 17 de outubro, está em vigor em dez metrópoles francesas, entre elas Paris.

O agravamento da situação sanitária leva a novos cancelamentos de eventos. A prefeitura da cidade de Estrasburgo, no leste da França, anunciou nesta quinta-feira a suspensão parcial de sua tradicional feira de Natal. Atrações como a Árvore de Natal gigante e alguns espetáculos serão mantidos, mas os 300 chalés tradicionais serão suprimidos. A região metropolitana de Estrasburgo, uma das mais atingidas pela primeira onda da doença, se aproxima do limite para o alerta máximo, segundo a Agência Regional de Saúde do Leste da França, com um número de contaminações que dobra a cada semana.

Toque de recolher

Assim como na França, na Itália, algumas regiões aplicam o toque de recolher para barra o avanço da Covid-19. Na Lombardia, uma das mais atingidas, no centro do país, a medida entra em vigor nesta quinta-feira (22), entre 23h e 5h, por três semanas.  

O presidente da região da Campana, no sul da Itália, Vicenzo de Luca, também anunciou que um toque de recolher começará na região na sexta-feira (23) a partir de 23h.

Desde o último fim de semana, a Itália observa uma forte alta de casos de Covid-19, com mais de 10.000 novas contaminações diárias. Como no começo da pandemia, entre fevereiro e março deste ano, a Lombardia, onde está Milão, volta a ser a mais atingida nesta segunda onda. Mas com um sistema sanitário mais precário, a Campanha se encontra em uma posição mais difícil.

Preservar o Natal

Alguns país optaram por medidas mais radicais. A Irlanda é o primeiro integrante da União Europeia a colocar de novo toda a população em quarentena, desde à meia-noite dessa quarta-feira (21), por seis semanas

Na Irlanda, mas também no País de Gales que faz parte do Reino Unido, os comércios não essenciais foram fechados, atividades físicas são permitidas apenas em um perímetro de 5 quilômetros do lugar de residência, mas as escolas permanecem abertas.

O primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin, disse que espera que a medida permita que o país celebre o Natal “corretamente”.

O governo tcheco também impôs restrições de circulação e reunião à população, que entram em vigor nesta quinta-feira até 3 de novembro. Apenas saídas necessárias para trabalho, compras de produtos essenciais e tratamentos médicos serão permitidas. Todos os comércios, com exceção de supermercados e farmácias, serão fechados.

Emergência na Espanha

A situação continua a se agravar na Espanha, o primeiro país da Europa a ultrapassar 1 milhão de casos. Diante do número alarmante, as autoridades espanholas impuseram de maneira urgente novas restrições, como o bloqueio parcial de novas cidades e regiões, além de Madri e oito municípios vizinhos que já estavam parcialmente reconfinados.

Os chefes de Estado e de governo da União Europeia tem uma reunião de cúpula virtual em 29 de outubro, destinada a fazer um balanço da epidemia no bloco.

(Com informações da AFP)

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