Você está usando um navegador antigo. Por favor, utilize versão suportada para ter acesso às melhores funções do MSN.

Senadora se declara presidente interina da Bolívia

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 12/11/2019 Da Redação
A senadora boliviana Jeanine Áñez gesticula após se declarar presidente interina da Bolívia, em La Paz, Bolívia —12/11/2019 © Carlos Garcia Rawlins/Reuters A senadora boliviana Jeanine Áñez gesticula após se declarar presidente interina da Bolívia, em La Paz, Bolívia —12/11/2019

Em sessão extraordinária nesta terça-feira, 12, a presidente interina da Assembleia Legislativa Plurinacional, Jeanine Áñez, se declarou presidente da Bolívia. A medida foi anunciada após mais de dois dias de vácuo no poder do país desencadeado pela renúncia de Evo Morales no início da semana.

“Assumo de imediato a presidência e me comprometo a assumir todas as medidas necessárias para pacificar o país”, disse Áñez no plenário do Senado, um dos dois órgãos que compõem a Assembleia, que estava com menos de metade de seus membros presentes.

Em caso de renúncia presidencial, segundo a Constituição da Bolívia, a linha de sucessão começa com o vice, seguido pelo presidente do Senado e termina com o presidente da Câmara, sem previsão caso este se ausente também.

Entretanto, desde a saída de Morales, no domingo 10, todos esses cargos ficaram vagos. No mesmo dia, Alvaro García Linera, vice de Morales, Adriana Salvatierra, então presidente do Senado, e Víctor Borda, então presidente da Câmara, renunciaram. Os três representavam o partido do ex-presidente, o Movimento para o Socialismo (MAS).

No espaço deixado por Salvatierra, Áñez, que era apenas vice-presidente da câmara alta antes da renúncia de Morales, assumiu a presidência do Senado na sessão iniciada por volta das 19h (20h, em Brasília). E, assim, se declarou presidente.

Nesta mesma terça-feira, 12, a Câmara dos Deputados — o outro órgão da Assembleia — se reuniu em sessão extraordinária para formalizar a renúncia de Evo Morales. Mas, sem quórum devido ao boicote dos correligionários de Morales, a Câmara cancelou a sessão.

“Antes de mais, nós nos devemos à Constituição. Nós trabalharemos sempre pela viabilidade de uma saída constitucional, e trabalharemos por e para o povo, mas pedimos as amplas garantias”, disse a líder do MAS na Câmara, Betty Yañiquez, se referindo à segurança de seus correligionários para chegar ao prédio da Assembleia.

O MAS controla ambas as casas da Assembleia Legislativa Plurinacional, com 88 deputados, de um total de 130, e 25 senadores, de um total de 36, o que impossibilitou a presença mínima de 66 deputados e 19 senadores para que a renúncia de Morales e de todos os parlamentares fosse formalizada em ambas as casas, como reportou o portal de notícias argentino Infobae.

___________________

Vídeo: Lula pode ser candidato? Veja análise de juristas (Estadão)

A SEGUIR
A SEGUIR

Mais de Veja.com

image beaconimage beaconimage beacon