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Bolsa cai ao menor nível em quase 1 mês, empurrada por Vale e bancos

Logotipo do(a) Exame.com Exame.com 02/10/2019 Tais Laporta
A visitor views the electronic board displaying stock activity at the Brasil Bolsa Bacao (B3) stock exchange in Sao Paulo, Brazil, on Thursday, May 18, 2017. Brazil's Ibovespa Index tumbled 7.9 percent, the most since August 2011, as political crisis returned to the country after last year's impeachment process. Photographer: Patricia Monteiro/Bloomberg © Patricia Monteiro/Bloomberg A visitor views the electronic board displaying stock activity at the Brasil Bolsa Bacao (B3) stock exchange in Sao Paulo, Brazil, on Thursday, May 18, 2017. Brazil's Ibovespa Index tumbled 7.9 percent, the most since August 2011, as political crisis returned to the country after last year's impeachment process. Photographer: Patricia Monteiro/Bloomberg

Vítima de uma sucessão de notícias desfavoráveis, a bolsa brasileira teve sua pior queda diária em 6 semanas nesta quarta-feira (2). A intensa desvalorização dos bancos, Vale e Petrobras derrubou o principal índice de ações da B3 para a casa dos 101 mil pontos.

Após cair com mais força no final da sessão, o Ibovespa fechou em forte baixa de 2,90%, aos 101.031 pontos, menor nível em quase um mês (desde o dia 3 de setembro, quando a bolsa fechou aos 99.680 pontos. Foi o maior tombo diário desde o dia 14 de agosto, quando o indicador retrocedeu 2,94%.

Senadores aprovaram o texto-base da PEC da reforma da Previdência em primeiro turno, mas deram aval a um destaque que derrubou novas regras mais rígidas sobre o abono salarial, contribuindo para reduzir a economia prevista com a reforma.

Após a produção industrial dos EUA decepcionar, hoje foi a vez dos dados ruins de emprego reacenderem o alerta para o risco de recessão. Os empregadores privados criaram 135 mil postos de trabalho no país em setembro. Economistas consultados pela Reuters previam a criação de 140 mil vagas.

A maior preocupação no momento é que o fraco desempenho da indústria contamine o setor de serviços, principal componente da economia mundial”, destacou a Guide Investimentos em relatório a clientes.

Por esta razão, espera-se mais cautela nos próximos dias. Os investidores aguardando a divulgação dos dados de emprego (payroll) de setembro nos EUA na sexta-feira e o encontro que tentará um acordo de paz entre Estados Unidos e China.

A mineradora Vale liderou as baixas da sessão, diante de preocupações com a economia mundial e, por efeito, com a demanda por commodities. As siderúrgicas também sofreram: CSN caiu 0,8%, Gerdau perdeu 3,7% e Usiminas, 2,7%.

Com forte peso, o setor bancário exerceu a maior pressão de baixa sobre a bolsa. As ações de Bradesco e Itaú (PN) perderam ao redor de 3,7% e 2,8%, respectivamente. No radar, uma reportagem do “Uol” citou que investigadores da Lava Jato apuram se os grandes bancos citados na operação também são responsáveis por crimes de lavagem de dinheiro. Banco do Brasil recuou 3% e Santander, 1,75%.

Dólar tem maior queda em 3 semanas

O dólar registrou a maior queda em três semanas frente ao real. Investidores desmontaram as apostas na alta da moeda norte-americana, num dia de fraqueza global após dados nos Estados Unidos reforçarem expectativas de cortes de juros no país. O alívio se deu também em razão da conclusão da reforma em primeiro turno no Senado.

A moeda caiu 0,67%, a 4,1344 reais na venda. É a maior baixa diária para um fechamento desde o dia 11 de setembro, quando o dólar cedeu 0,76% contra a moeda brasileira.

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