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Bolsa cai quase 2% e volta ao menor nível em mais de 1 mês

Logotipo do(a) Exame.com Exame.com 07/10/2019 Taís Laporta, com agências
Principal índice da B3 recuou 1,93%, a 100.572 pontos. © d3sign/Getty Images Principal índice da B3 recuou 1,93%, a 100.572 pontos.

Uma série de ruídos negativos ditou a fraqueza da bolsa nesta segunda-feira (7). Tendo a cautela como palavra de ordem, os investidores preferiram evitar o risco diante de notícias desfavoráveis sobre a tensão global entre Estados Unidos e China. Rumores, logo desmentidos, sobre a possível saída do ministro da Economia, Paulo Guedes, após a aprovação das reformas, deixaram as ações voláteis.

O principal índice da B3 recuou 1,93%, a 100.572 pontos, empurrado pelo setor bancário no final do dia e seguindo o desempenho ruim do S&P 500, em dia negativo para Wall Street. Foi o menor nível de fechamento do Ibovespa desde 3 de setembro.

Nem mesmo o Bradesco conseguiu sustentar a alta de suas ações vista mais cedo, contribuindo para pressionar o Ibovespa. O banco anunciou que fará o pagamento de dividendos extraordinários aos acionistas, uma “grata surpresa” na definição de investidores. O papel preferencial (o mais negociado) chegou a subir mais de 1% pela manhã, mas perdeu força e fechou em baixa de cerca de 0,6%.

Rumores sobre Guedes abalaram o mercado

Do cenário doméstico, profissionais do mercado financeiro citaram notícia publicada pelo Diário da Amazônia de que o ministro Paulo Guedes deve deixar o governo em fevereiro como fator que ajudou nas perdas.

Dados disponibilizados pela B3 mostraram saída líquida de mais de 4,38 bilhões de reais do segmento Bovespa nos três primeiros pregões de outubro, reforçando o viés mais cauteloso no mercado secundário de ações no Brasil.

Uma série de ofertas de ações deve ser precificada neste mês, entre elas a da Vivara, na terça-feira, da Helbor, no dia 10, do Banco do Brasil, no dia 17, da C&A e do Banco BMG, dia 24.

Ceticismo com o acordo EUA-China

No exterior, uma reportagem de que Pequim estaria cada vez mais relutante a aceitar um acordo comercial buscado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, minou a confiança de investidores a poucos dias de nova rodada de conversas, marcada para quinta-feira. Sinais contraditórios sobre o tom das conversas elevou os receios com a desaceleração da economia global.

“Existe grande incerteza em torno do resultado das conversas e os mercados deverão agir prontamente a qualquer novo desenvolvimento”, afirmou a Guide Investimentos em relatório. “A expectativa que predomina é de mais uma semana de volatilidade … principalmente após dados de atividade terem decepcionado na semana passada e reforçado efeitos negativos do embate sobre a economia americana”.

Após o fechamento do pregão, Trump disse que há boa possibilidade de acordo comercial com a China, No entanto, uma apuração feita pela Reuters mostrou que o Departamento Comercial dos EUA vai indicar 28 entidades comerciais e do governo da China em uma lista negra comercial. O departamento confirmou a informação.
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