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Dólar sobe a R$ 3,88, maior valor em 46 dias, com tensão entre China e EUA

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 02/08/2019 André Romani
Dólar fecha a 3,88 reais, maior valor em um mês e meio © iStock/Getty Images Dólar fecha a 3,88 reais, maior valor em um mês e meio

O dólar comercial fechou nesta sexta-feira, 2, em alta de 0,9%, cotado a 3,88 reais na venda, o maior valor desde o dia 17 de junho. O desempenho foi influenciado pelas tensões comerciais entre China e Estados Unidos. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,54%, aos 102.673 pontos, puxado pelo lucro da Petrobras no segundo trimestre de 2019. Apesar disso, o índice teve sua quarta semana consecutiva de queda, em 0,14%.

O câmbio seguiu o mercado externo nesta sexta, com a escalda da tensão comercial entre Estados e China. Após o presidente americano, Donald Trump, anunciar uma nova tarifa sobre produtos chineses na quinta, o país asiático ameaçou retaliações nesta manhã.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chuying, classificou nesta sexta como chantagem a decisão de Trump de colocar tarifas de 10% sobre 300 bilhões de dólares em importações chinesas a partir de setembro. Segundo ela, o país não vai ceder. “Se os Estados Unidos aprovarem essas tarifas, então a China terá de adotar as contra medidas necessárias para proteger os interesses principais e fundamentais do país”, disse Hua.

O anúncio de Trump que elevou as tensões entre os países surpreendeu os investidores, pois ocorreu um dia depois do encontro entre representantes das duas nações, em Xangai, para negociar um acordo.

Para Rafael Passos, analista-chefe da corretora Guide Investimentos, “o mercado de câmbio refletiu bem forte esse quadro interno negativo, com o efeito do anúncio Trump e a possibilidade de novas tarifas”, afirmou ele.

Já o Ibovespa conseguiu anestesiar o “efeito Trump” por causa do balanço da Petrobras divulgado na noite de quinta-feira, 1°, quando o mercado já tinha fechado. O papel preferencial (que da prioridade na distribuição de dividendos) da empresa foi o mais negociado no pregão desta sexta, com alta de 3,59%

A estatal  registrou lucro líquido recorde de 18,87 bilhões de reais no segundo trimestre, aumento de 87% ante o mesmo período do ano passado, principalmente devido à conclusão da venda de fatia na Transportadora Associada de Gás (TAG). Na comparação com o primeiro trimestre, o resultado foi 4,6 vezes maior, após a Petrobras ter recebido 33,5 bilhões de reais por 90% da TAG em junho.

De acordo com Passos, analista de mercado, o resultado é positivo mas ficou dentro das previsão dos investidores. “O balanço não superou a expectativa do mercado. Mas o cenário ainda parece bastante positivo para a Petrobras. Vamos ter um fluxo mais forte de redução de investimentos, principalmente no setor de gás”, acrescentou ele.

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