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Em semana de recordes, Bolsa ultrapassa os 108 mil e fecha em alta de 2,5%

Logotipo do(a) Exame.com Exame.com 25/10/2019 Guilherme Guilherme
© Clerkenwell/Getty Images

São Paulo – Marcada pela aprovação da reforma da Previdência no Senado, a semana foi recheada de recordes na Bolsa. A festa começou cedo. Logo na segunda-feira, véspera da votação da reforma, o Ibovespa fechou na maior pontuação da história. O recorde foi batido por três vezes consecutivas e quase voltou a ser quebrado.

Nesta sexta-feira (25), o Ibovespa alcançou 108.083 pontos, rompendo pela primeira vez da história os 108 mil. Mas, após atingir o ápice, o índice fechou em 107.363,77 pontos – alta de 0,35%. Na semana, o principal índice da Bolsa avançou 2,5%.

O otimismo no mercado financeiro também se refletiu na cotação do dólar, que teve forte queda na semana. Nesta sexta, a moeda americana voltou a cair e chegou a ser negociada a 3,99 reais. Após leve recuperação, o dólar fechou com desvalorização de 0,878%, sendo negociado a 4,009 reais.

No cenário externo, aumentaram as expectativas de um acordo preliminar entre China e Estados Unidos após o representante comercial americano, Robert Lighthizer, afirmar ter progredido nas negociações com o vice-premiê chinês, Liu He, que está à frente do assunto. Na manhã desta sexta, ambos conversaram por telefone.

A fala de Lighthizer ajudou as bolsas globais a fecharem o dia no azul. Mas, aqui no Brasil, a alta do Ibovespa foi impulsionada, principalmente, pelas ações da Vale e da Petrobras. Após surpreenderem positivamente em balanços divulgados na noite de quinta-feira (24), os papéis da mineradora e da petrolífera se valorizaram 3,87% e 3,28%, respectivamente. Por representarem cerca de 20% da carteira do Ibovespa, as altas dos papéis deram sustentação para a Bolsa.

Para a analista de commodities da XP, Betina Roxo, o principal destaque positivo do terceiro trimestre da Vale foi a geração de caixa de 3 bilhões de dólares. Em relatório, Roxo escreveu que vê o restabelecimento dos dividendos em 2020 como a “principal alavanca para o valor da empresa”. O pagamento de parte dos lucros aos acionistas foi suspenso em janeiro, após o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais.

As ações da Petrobras, por sua vez, dispararam após a empresa apresentar lucro líquido acima das expectativas. Embora a estatal tivesse alcançado, em agosto, a maior produção de óleo e gás da história da companhia, a queda do preço do petróleo no terceiro trimestre fez com que casas de investimento jogassem para baixo a expectativa sobre o resultado do período. Mas, enquanto casas de investimento esperavam um lucro líquido entre 6 e 7,5 bilhões de reais, a empresa registrou 9,1 bilhões de reais, surpreendendo até os mais otimistas.

A equipe de analistas da Guide Investimentos destacou a “eficiência operacional” da gestão Castello Branco como um dos principais fatores para o desempenho acima do esperado. Desde que assumiu o comando da petrolífera, o presidente da estatal tem procurado dar maior ênfase em áreas mais produtivas e fazer desinvestimentos em setores considerados pouco. Segundo relatório do analista de petróleo, gás e energia da XP, Gabriel Fonseca, a venda de parte das ações da BR Distribuidora ajudou a reduzir o endividamento da Petrobras.

Já as ações da Ambev despencaram 8,29% após a empresa ter redução de 2,8% das vendas de cerveja no Brasil no terceiro trimestre se comparado ao mesmo período do ano passado. “Os volumes da América Latina e da América Central superaram nossas estimativas, mas passaram longe de compensar os resultados do Brasil, tanto nos segmentos de cerveja quanto no de bebidas não alcoólicas”, escreveu a XP Investmentos em relatório.

O Ebtida ajustado (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) da empresa teve queda de 1%, ficando em 4,4 bilhões de reais, 6,5% abaixo das expectativas da corretora.

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