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Petrobras puxa queda da Bolsa antes de leilão da cessão onerosa

Logotipo do(a) Exame.com Exame.com 05/11/2019 Guilherme Guilherme
PETROBRAS: o presidente da companhia descartou a privatização da empresa durante sua gestão. / Dado Galdier/Getty Images © Dado Galdier/Getty Images PETROBRAS: o presidente da companhia descartou a privatização da empresa durante sua gestão. / Dado Galdier/Getty Images

Após iniciar a semana com recorde, a Bolsa voltou a cair nesta terça-feira. Nos últimos minutos de pregão, o Ibovespa chegou a recuperar parte das perdas, mas foi insuficiente para renovar a maior pontuação de fechamento. O índice encerrou o dia em  baixa de 0,06%, em 108.719,02 pontos.

Com participação de 12,62% na carteira do índice, as ações da Petrobras foram uma foram uma das responsáveis pela queda. Em véspera do leilão do excedente da cessão onerosa, as ações ordinárias e preferenciais da petrolífera caíram 1,27% e 2,34%, respectivamente.

Para analistas da Guide Investimento, dúvidas em torno do leilão podem estar pressionando os investidores a venderem os papéis da Petrobras. Segundo o jornal O Globo, o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Décio Oddone, admitiu que algumas áreas podem não ser arrematadas, o que poderia reduzir a arrecadação de 106,5 bilhões para cerca de 70 bilhões de reais.

Já a maior baixa do Ibovespa na sessão ficou a cargo da JBS. As ações do frigorífico fecharam em queda de 3,87%, após o procurador-geral da República, Augusto Aras, pedir a rescisão do acordo de delação premiada dos irmãos Batista.

Por outro lado, o pregão foi positivo para os grandes bancos. Na noite de segunda, o Itaú apresentou o balançodo terceiro trimestre, que agradou os investidores. Pela manhã, as ações preferenciais do banco chegaram a avançar 4,5% e encerraram em alta de 1,73%.

O Itaú foi o único dos três grandes bancos privados a fechar o dia no azul após a divulgação do resultado trimestral. Nesta terça, os papéis do Bradesco, Banco do Brasil e Santander tiveram valorização de 1,69%, 0,63% e 1,46%, respectivamente.

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Apesar das valorizações dos bancos, foi os papéis da B2W que lideraram as altas do Ibovespa, subindo 3,79%. Na última semana a ação se desvalorizou 5,26%. Sua concorrente no varejo digital, o Magazine Luiza teve mais um dia de queda na Bolsa, recuando 2,07%. Nessa semana, a ação do Magalu acumula desvalorização de 6,68%, após ganhos de 12,36% na semana anterior.

O dólar caiu 0,471% e fechou em 3,993 reais, após o Banco Central sinalizar que o atual estágio do ciclo de cortes de juros recomenda cautela. A Selic ainda mais baixa seria menos atrativa para investidores estrangeiros em busca de carry trade, operação que consiste tomar dinheiro em economias com juros mais baixos e aplicar em outras com taxas maiores, como é, historicamente, o caso do Brasil.

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