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Bolsonaro diz que ex-assessor de filho tem de se explicar

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 09/12/2018 Da redação
O Coaf alertou ao Ministério Público Federal (MPF) que havia uma movimentação suspeita de 1.236.838 reais na conta de Queiroz entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 © José Cruz O Coaf alertou ao Ministério Público Federal (MPF) que havia uma movimentação suspeita de 1.236.838 reais na conta de Queiroz entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017

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Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste domingo, 9, que o ex-assessor do filho Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o ex-policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, vai ter que explicar as movimentações financeiras consideradas atípicas no relatório feito pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

“Ele [Fabrício] vai ter que explicar isso. Pode ser, pode não ser”, disse o presidente eleito em breve coletiva à imprensa na frente de sua casa na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Conforme revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo, relatório do Coaf enviado ao Ministério Público Federal (MPF) na Operação Furna da Onça aponta que o ex-PM movimentou 1,2 milhão de reais entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Levantamento de VEJA mostra que documento indica que conta de Queiroz recebeu repasses servidores do gabinete de Flávio na Alerj, além de sua mulher, Márcia Oliveira Aguiar, e sua filha, ex-PM Nathalia Queiroz  que trabalhou no gabinete do presidente eleito.

Jair Bolsonaro afirmou que não conversou ainda com Fabrício Queiroz, mas disse que as quantias das transferências mostradas pelo relatório eram baixas. “Das três pessoas que repassaram mais de quatro mil reais ao longo de um ano, foram duas filhas e uma esposa. Os outros cinco um repassou oitocentos reais. E não foi repassou, botou na conta dele. Oitocentos reais é repasse, ao longo de um ano?”, afirmou o presidente eleito.

Cheque a Michelle

Uma das transações listadas pelo Coaf é a emissão de um cheque de 24.000 reais para a futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Em entrevista ao site O Antagonista, o presidente eleito afirmou que o valor corresponde a um empréstimo feito ao ex-assessor.  “Emprestei dinheiro para ele em outras oportunidades. Nessa última agora, ele estava com um problema financeiro e uma dívida que ele tinha comigo se acumulou. Não foram R$ 24 mil, foram R$ 40 mil. Se o Coaf quiser retroagir um pouquinho mais, vai chegar nos R$ 40 mil”, disse. Segundo Bolsonaro, o cheque foi feito em nome de Michelle porque ele não tem “tempo de sair”. 

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