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Bolsonaro diz que integrantes de movimento antifascista são "terroristas"

Logotipo do(a) Correio Braziliense Correio Braziliense 03/06/2020 Ingrid Soares
© Ed Alves/CB/D.A Press

O presidente Jair Bolsonaro chamou de marginais e terroristas os grupos antifascistas que tem promovido atos contra o governo. A declaração ocorreu, na noite dessa terça-feira (2/6), na entrada do Palácio da Alvorada.

"Começou aqui com os antifas em campo. O motivo, no meu entender, político, diferente [dos protestos dos EUA]. São marginais, no meu entender, terroristas. Têm ameaçado, domingo, fazer movimentos pelo Brasil, em especial, aqui no DF", apontou.

Na segunda-feira (1º/6), o presidente pediu aos apoiadores que não saiam às ruas no próximo domingo (7/6). Isso porque, para a mesma data, está prevista uma manifestação nacional semelhante, que tem como bandeira a democracia e a luta contra o racismo.

Bolsonaro voltou a dizer que não convoca atos e defendeu que os policiais necessitam de retaguarda jurídica. "Eu já disse que não domino, não tenho influência, não tenho nenhum grupo e nunca convoquei ninguém para ir às ruas. Agradeço, de coração, essas pessoas que estão na rua apoiando o nosso governo. Agora, nós precisamos de uma retaguarda jurídica para que nosso policial possa bem trabalhar, em se apresentando um crescente este tipo de movimento que não tem nada a ver com democracia", disse.

Mídia

 

O presidente também criticou a mídia. "Até, me desculpe aqui, uma parte da imprensa muito grande anunciava nosso pessoal como estando em movimento antidemocrático, do outro lado, o pessoal de preto, como movimento democrático".

Para ilustrar o cenário de violência, Bolsonaro falou sobre a  depredação ocorrida em Curitiba, onde foram atiradas pedras em agências bancárias e atearam fogo em uma bandeira do Brasil.

"Não podemos deixar que o Brasil se transforme no que foi há pouco tempo o Chile. Não podemos admitir isso daí. Isso não é democracia nem liberdade de expressão. Isso, no meu entender, é terrorismo. A gente espera que este movimento não cresça, porque o que a gente menos quer é entrar em confronto com quem quer que seja", concluiu.

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