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Líder do PSOL denuncia Bolsonaro no Congresso dos EUA

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 26/02/2020 Da Redação
A deputada americana Debra Haaland (no púlpito) com sua colega Ilhan Omar (de turbante) e as parlamentares brasileiras na Câmara dos Estados Unidos: 'ameaça às liberdades democráticas no Brasil' - 26/02/2020 © Gustavo Capela/PSOL/Divulgação A deputada americana Debra Haaland (no púlpito) com sua colega Ilhan Omar (de turbante) e as parlamentares brasileiras na Câmara dos Estados Unidos: 'ameaça às liberdades democráticas no Brasil' - 26/02/2020

Deputada federal Fernanda Melchionna (RS) denunciou o presidente Jair Bolsonaro por “graves ameaças às liberdades democráticas”  e “defesa da tortura” durante entrevista coletiva à imprensa no Congresso dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 26. Líder do PSOL, Melchionna sugeriu que a família Bolsonaro se relaciona com milícias brasileiras e com pessoas acusadas de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco, em março de 2018, dizendo que “a luta de resistência deve ser internacional”.

Melchionna e suas colegas Joênia Wapichana (Rede) e Erika Kokay (PT) foram convidadas pelas deputadas americanas Debra Haaland e Ilhan Omar, do Partido Democrata, para um intercâmbio parlamentar. O objetivo era discutir a situação das políticas ambientais, trabalhistas e de gênero nos dois países. A visita e as declarações de Melchionna se deram no momento em que Bolsonaro se vê criticado duramente por políticos de diferentes linhas ideológicas por ter apoiado um protesto contra o Congresso Nacional e em sua defesa, marcado para 15 de março.

A líder do PSOL alegou que Bolsonaro tem atacado frequentemente comunidades indígenas, mulheres e outras populações vulnerabilizadas, como negros e LGBTI+, afirmando que o atual governo brasileiro tem o mesmo perfil do que o dos Estados Unidos no momento. “Temos um presidente que defende a tortura e que de fato quer restringir as liberdades democráticas. É hora de dar um basta”, declarou, pedindo por manifestações populares contra Bolsonaro.


A deputada Ilhan Omar sustentou que a presidência brasileira faz parte de movimentos de avanço da extrema direita, os quais fortalecem uns aos outros. “Sabemos que estes grupos de extrema direita estão compartilhando estratégias internacionalmente”, afirma.

Omar é conhecida por fazer parte de um grupo de mulheres no Congresso apelidado de Squad, ou “Esquadrão”, composto apenas de deputadas não-caucasianas. Ela, Alexandria Ocasio-Cortez, Rashida Tlaib e Ayanna Pressley são duras críticas do presidente americano, Donald Trump, e mantêm ativismo pelas questões de gênero e posicionamento anti-establishment generalizado.

As deputadas também tiveram reuniões na Organização dos Estados Americanos (OEA), além de encontros no Departamento de Estado para discutir políticas na área de direitos humanos e trabalho e participaram de painéis em universidades locais.

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