Você está usando um navegador antigo. Por favor, utilize versão suportada para ter acesso às melhores funções do MSN.

Maia afirma que Câmara 'não está trocando nada', ao responder sobre emendas a deputados

Logotipo do(a) Estadão Estadão 24/04/2019 Camila Turtelli

Rodrigo Maia cumprimenta o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), antes do início da votação do texto da reforma. © Dida Sampaio/Estadão - 23/4/2019 Rodrigo Maia cumprimenta o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), antes do início da votação do texto da reforma.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a Câmara dos Deputados "não está trocando nada" ao responder se os parlamentares negociaram a aprovação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ) por emendas extras. "O Orçamento está contingenciado, a reforma foi aprovada. Agora, se executar o Orçamento for crime não sei mais como se faz política. Agora, uma coisa é execução do Orçamento, outra coisa é trocar e a Câmara não está trocando nada", disse.

Líderes do Centrão dizem que o governo chegou a oferecer emendas extras para os deputados em conversas sobre a aprovação da reforma da Previdência. A oferta teria sido feita em reuniões individuais realizadas na semana passada entre Maia, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e os líderes. A oferta seria de R$ 10 milhões por ano em emendas, o que totalizaria R$ 40 milhões ao final da legislatura.

"Ninguém está tratando sobre um Orçamento tão flexível assim para que se possa influenciar votação. Mas se governo tiver R$ 1 ou R$ 2 milhões para o meu Estado, vou ficar muito feliz", disse e acrescentou que o Rio de Janeiro passa por dificuldades.

Maia defendeu que deputados que votaram a favor da reforma o fizeram de forma responsável com a convicção de que era o melhor para a economia do País. "Sabemos que a votação da Previdência é fundamental", disse.

O presidente da Câmara voltou a reafirmar que trabalha para instalar a comissão especial da Previdência nessa quinta-feira, mas que depende da indicação dos membros dos líderes. Ele precisa ter a metade da comissão mais um deputado, ou seja, 26 nomes. "Se instalar comissão amanhã, certamente a partir do dia 6 ou 7, o presidente da comissão vai construir calendário", afirmou.

Sobre a aprovação de ontem, Maia disse que o governo está mais participativo na defesa da reforma. "Ontem foi a vitória do legislativo, o governo passou a ajudar nos últimos dias. O ministro Onyx passou a ter uma participação mais efetiva, isso ajudou", disse.

Ele negou que o grupo de partidos o Centrão tenha saído fortalecido da negociação depois de negociar um acordo para a retirada de alguns pontos da reforma.

Sobre os parlamentares, ele disse que ficou impressionado com a mobilização de deputados nas redes. "Mas é fundamental que no sistema presidencialista, o governo participe de forma efetiva. O presidente que já defendeu com menos ênfase, vem aumentando essa defesa" disse.

"PSDB tem nos ajudado no processo (Previdência), tenho certeza que vai ter protagonismo grande na comissão especial", disse ainda. Ele não disse se já definiu o nome do presidente da comissão.

Vídeo: 'Criminoso': Moro e ex-premiê de Portugal trocam acusações (SIC Notícias)

A SEGUIR
A SEGUIR

Quer receber as principais notícias do MSN Brasil pelo Facebook Messenger?
Inscreva-se agora.


Mais de Estadão

image beaconimage beaconimage beacon