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PF pede afastamento do prefeito de São Bernardo do Campo

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 12/09/2019 Da Redação
Operação Prato Feito foi deflagrada pela PF em maio de 2018 para investigar 65 contratos, cujos valores totais ultrapassam 1,6 bilhão de reais, em 30 cidades de São Paulo © Reprodução/Facebook Operação Prato Feito foi deflagrada pela PF em maio de 2018 para investigar 65 contratos, cujos valores totais ultrapassam 1,6 bilhão de reais, em 30 cidades de São Paulo

A Polícia Federal (PF) pediu o afastamento do atual prefeito de São Bernardo do Campo Orlando Morando (PSDB). Segundo a corporação, o pedido tem relação com desdobramentos da Operação Prato Feito, que investiga crimes de corrupção e fraude em licitação e execução de contratos.

A Prato Feito foi deflagrada pela PF em maio de 2018 para investigar 65 contratos, cujos valores totais ultrapassam 1,6 bilhão de reais, em 30 cidades de São Paulo.

Quando a ação foi desencadeada, a PF indicou que cinco grupos criminosos seriam suspeitos de desviar recursos da União para a educação. As verbas eram destinadas ao fornecimento de merenda escolar, uniformes, material didático e outros serviços.

Segundo representação policial que foi enviada à 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo para a deflagração da Prato Feito, um investigado que trabalhava com fornecimento de merenda escolar teria afirmado em áudio que entregou vantagem indevida para o então candidato e atual Prefeito de São Bernardo do Campo.

Na ocasião, a Polícia Federal anotou que, apesar dos indícios de que foi oferecida propina à Morando, não havia elementos que comprovassem que o atual prefeito as teria recebido.

A PF indicou ainda que havia necessidade de aprofundar as investigações sobre suposta participação de Morando dos esquemas e por isso não houve nenhum pedido de medida em face do político na época.

Em nota, Orlando Morando afirma que “não recebeu nenhum valor de pessoas ou empresas citadas em investigação”. O tucano também ressalta que a prestação de contas da campanha eleitoral de 2016 foi aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

“Não há nenhuma prova de favorecimento na campanha eleitoral e, muito menos, depois. Os contratos feitos ao longo da gestão foram aprovados pelo Tribunal de Contas do Estado, até porque geraram economia de milhões para o município”, diz a defesa.

Leia abaixo a íntegra da defesa:

“Em resposta aos questionamentos apontados, o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, informa que não recebeu nenhum valor de pessoas ou empresas citadas em investigação.

Lembrando que a prestação de contas da campanha eleitoral de 2016 foi aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Não há nenhuma prova de favorecimento na campanha eleitoral e, muito menos, depois. Os contratos feitos ao longo da gestão foram aprovados pelo Tribunal de Contas do Estado, até porque geraram economia de milhões para o município.

As mudanças nas contratações ofereceram vantagem ao município, comprovadas por decisão judicial, na qual a Justiça determinou a uma empresa, contratada na gestão do PT (Luiz Marinho), devolva R$ 5,2 milhões ao município de São Bernardo.

Quando da operação, todos os envolvidos foram afastados e, por decreto do prefeito Orlando Morando, essas empresas foram proibidas de firmar contratos com o município.”

(Com Estadão Conteúdo)

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