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Vírgula, YouTube e dados inflados: 48 horas de tentativa e erro no governo Temer

Logotipo do(a) HuffPost Brasil HuffPost Brasil 17/05/2018 Equipe HuffPost

Depois da repercussão negativa, o slogan do governo mudou de 'O Brasil voltou, 20 anos em 2' para 'Maio/2016 – Maio/2018: O Brasil Voltou'. © EVARISTO SA via Getty Images Depois da repercussão negativa, o slogan do governo mudou de 'O Brasil voltou, 20 anos em 2' para 'Maio/2016 – Maio/2018: O Brasil Voltou'.

O governo do presidente Michel Temer iniciou a semana com uma sequência de tentativas de se promover que se tornou um calvário. Não faltaram críticas até para o discurso no qual enumerou as vitórias dos governo.

Começou com o convite para a comemoração dos 2 anos de governo Temer. O slogan O Brasil voltou, 20 anos em 2 mostrou mais que nunca a importância da vírgula. Sem ela, o texto vira uma piada e expõe retrocesso.

Teve quem tentou provar que o slogan 'errado' estava certo.

Depois da repercussão negativa, o governo recuou. Em uma nova versão, o nome da cerimônia mudou para Maio/2016 – Maio/2018: O Brasil Voltou.

As críticas aos dois anos do governo não encerram aí. A cartilha do governo com as vitórias da gestão Temer, segundo apurou o Poder 360, trouxe dados inflados. O governo optou por usar os melhores dados e não disse que de maio de 2016 a março de 2018 o número de trabalhadores com carteira assinada caiu de 38,7 milhões para 38 milhões, segundo o Caged.

A cartilha também cita uma "modernização" que ainda não foi votada, que é a privatização da Eletrobras, e enaltece o satélite que foi lançado há 1 anos e ainda não cumpriu a tarefa de levar internet a locais sem acesso.

O calvário do presidente não terminou aí. Outra tentava do governo de se popularizar acabou atraindo mais críticas que a simpatia do público. Na noite de terça-feira (15), o Twitter do Governo do Brasil trouxe uma rápida entrevista com o presidente conduzida pela 'youtuber' do Planalto.

Se a ideia era se aproximar dos jovens, parece não ter dado muito certo.

Um comentário elogioso foi imediatamente acusado de ser fake. Mas era real.

A estratégia de aproximar dos jovens pode parecer que não deu muito certo, mas quem sabe tenha dado. Já tem quem planeje um novo canal do presidente.

Estratégia

Em outubro do ano passado, o governo também fez uma investida em mudar a imagem. Ele postou uma foto descontraída de Michel Temer com seu cachorro da raça Golden Retriever Thor, com a descrição "domingo de carinho". Dois dias depois, a assessoria de comunicação da Presidência publicou uma brincadeira, com Temer segurando o celular em uma foto e um áudio de uma ligação com um jornalista, com a descrição: "Quando atender o telefone, não diga alô. Diga Alô, Temer. #FaleComOPresidente."

Na época, as postagens também causaram estranhamento. Ao HuffPost Brasil, o consultor, palestrante e professor de Marketing da ESPM, Gabriel Rossi, afirmou que a melhora da imagem de Temer precisaria de mais do que memes.

Tem a questão das denúncias, da impopularidade, ou seja, não é uma foto de cachorro que vai mudar isso. A realidade também vai ter que ajudar.

Rossi destacou que é preciso ter credibilidade e deixou um questionamento: "Ele é aquilo que está comunicando?".


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