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Saúde bucal interfere no rendimento de atletas de ponta

Logotipo do(a) ColgateColgate 18/08/2016 Colgate
Diversas modalidades, como a corrida, trazem consequências para boca. © Fornecido por Cartola Diversas modalidades, como a corrida, trazem consequências para boca.

A maior competição esportiva do mundo está acontecendo no Brasil, com atletas de alto nível disputando a glória em 42 modalidades. Garra, disciplina, muito esforço e treinamentos intensos fazem parte das rotina dos esportistas de todo planeta. Entre tantos cuidados necessários com o corpo e a mente desses profissionais, a atenção com a saúde bucal muitas vezes é coadjuvante. Porém, ela é fundamental para um desempenho campeão. Um estudo sobre a saúde bucal realizado com participantes dos jogos de Londres, em 2012, e publicado no British Journal of Sports Medicine, mostrou que 55% dos atletas tinham cárie, 45% apresentaram erosão dentária e doenças periodontais, sendo a gengivite responsável por 76% desse índice. Além disso, 28% afirmara ter sentido impacto na qualidade de vida e 18% conta que isso influi no treinamento e na performance.  

Caio Capitani dos Santos (CROSP 98997), especialista em Odontologia do Esporte e Ortodontia e Ortopedia Facial, explica que as especificidades de cada modalidade trazem impactos diferentes para a saúde da boca. “Os traumas bucais e faciais são as lesões mais comuns em atletas, porém, algumas particularidades fisiológicas também são afetadas pelo descuido com a boca”, afirma o especialista. Um exemplo bastante claro são os maratonistas. “Uma prática esportiva extensa e de alta intensidade, como a corrida, causa a diminuição do fluxo salivar do atleta e, consequentemente, afeta a proteção dos dentes. Como esses profissionais consomem bebidas isotônicas, que têm o PH muito baixo, ou seja, são ácidas, aumentam as possibilidades de erosão dentaria”, explica Santos. 

Até a forma de respirar impacta no desempenho esportivo. “As pessoas que respiram pela boca geralmente têm um mau desenvolvimento físico, uma vez que essa disfunção afeta diretamente o sono, interferindo na produção do hormônio GH, responsável pelo crescimento”. O profissional salienta, também, que a respiração bucal causa deformações no desenvolvimento das crianças. “Se não tratadas, podem trazer alterações anatômicas na mandibula que estão relacionadas diretamente à postura, interferindo na pratica esportiva da maioria das modalidades”, destaca o profissional. 

Segundo Bruno Lippmann (CROSC 9819) especialista em ortodontia e consultor da FGM Produtos Odontológicos, as quedas ou lesões geradas por esportes de impacto, como as lutas, causam traumas de diferentes níveis. Dependendo da severidade do impacto, a lesão pode afetar o dente e a gengiva. De acordo com a gravidade do trauma, é possível que até a estrutura que segura o dente seja afetada e ele caia.

Para proteger a boca, atletas profissionais ou amadores devem utilizar protetores. Lippmann esclarece que há três tipos do objeto. Os universais, que são comprados prontos sem nenhum tipo de personalização; aqueles que precisam ser esquentados antes de colocados na boca, para moldar de acordo com a arcada de quem irá utilizar; e os feitos sob medida, que são totalmente adaptados aos dentes dos esportistas. 

Os especialistas salientam que é extremamente importante para os atletas profissionais um acompanhamento adequado por um dentista especializado na área do esporte. Para os amadores, a dica é prevenção, ou seja: usar a proteção.

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