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Frances Mayes e o seu inesgotável amor pela Itália

Logotipo do(a) Viagem e Turismo Viagem e Turismo 03/05/2021 Bruno Chaise
Castello Ruffo di Scilla, na província de Reggio Calabria © Peter Adams/Getty Images Castello Ruffo di Scilla, na província de Reggio Calabria

Entre os mais de mil motivos que fizeram Frances Mayes mudar de mala e cuia para a Itália está o fato de poder abrir a porta e dizer em alto e bom som: “estou em casa”. O sentimento de pertencimento teve como resultado o best seller Sob o Sol da Toscana, que ganhou adaptação para o cinema e levou multidões de turistas para a terra da bota em busca das mesmas paisagens e experiências narradas

A hoje moradora de Cortona, pequena cidade a uma hora e meia de Florença, na província de Arezzo, afirma que não há explicação para o sentimento além do clássico amor à primeira vista. Afinal, segundo ela, quem pode explicar como é sentir uma conexão metabólica com um lugar estranho, sem genes ou vínculos envolvidos? Em entrevista à BBC, a escritora falou sobre o seu mais recente livro, Always Italy (ainda sem tradução para o português), os motivos pelos quais é importante preservar o patrimônio histórico do país e o que mantém acesa sua paixão pela Itália. Confira alguns destaques. 

O mais recente livro 

Always Italy, lançado em março de 2020, tem coautoria de Ondine Coliane, que junto com Frances ziguezagueou todas as regiões do país por quase dois anos. Mesmo já tendo viajado diversas vezes por lá, a autora afirma que sempre voltava aos seus lugares favoritos e, por consequência, negligenciava regiões inteiras como a Calábria, Molise e o Vale de Aosta. “Desta vez eu pensei: por que não continuar seguindo?” 

O resultado é um livro que divide a Itália de forma geográfica, indicando em cada região nada menos do que o dolce far niente que inclui dormir, comer e beber muito bem. Para aguçar ainda mais a imaginação do leitor e a “relação metabólica” citada pela autora, a obra conta com mais de 400 fotos de praças, pizzas e outras delícias do país. 

– © Amazon/Divulgação

A importância de preservação dos patrimônios históricos

Frances acredita que as belezas naturais do mundo são presentes que recebemos e devemos passar adiante. Por este motivo, preservar o patrimônio cultural e histórico é uma maneira de garantir que as futuras gerações possam saborear as mesmas experiências que nós. “Eu quero que meus netos e bisnetos possam fazer  um passeio de gôndola pelos canais de Veneza, por exemplo. Eles lerão sobre como aquela cidade surgiu de bancos de areia pantanosos e até hoje impressiona quem chega” afirmou, acrescentando que para que isso ocorra serão necessárias manobras corajosas para controlar o turismo de massa.

Cidades como Veneza vem enfrentando dilemas frente as hordas de turistas que a cada ano superlotam a cidade. Isso antes da pandemia, é claro, mas tudo indica que daqui um tempo tudo volte a ser como era antes. Uma medida, ao menos, já foi feita: navios de cruzeiro estão proibidas de atracar no Canal de Guidecca, no centro histórico, decisão comemorada pelos moradores. 

Dicas para uma viagem memorável para a Itália

Para Frances, o planejamento é meio caminho para uma boa viagem. Ler sobre o destino enriquece a experiência. Por este motivo, Always Italy traz um contexto cultural através de livros, filmes e detalhes sobre a arquitetura de cada região. Melhor época para visitar a Itália? Frances indica o início da primavera ou final do outono. 

Mas mesmo sendo adepta do planejamento, a autora é entusiasta do deixar-se levar e do acaso, principalmente a troca de experiências com os italianos. “Aqui as pessoas têm um humanismo diferente de qualquer outro lugar. Por isso, mesmo que você seja reservado, é natural bater um papo com desconhecidos”. 

Os locais e experiências inesquecíveis na terra da bota

Ao falar sobre experiências memoráveis, a autora relembra: um jantar na véspera de Ano Novo no hotel La Subida, em Cormons, quase na fronteira com a Eslovênia; deitar em um campo de flores silvestres em uma noite estrelada perto de Trento; caminhadas ao amanhecer ao longo do Rio Arno, em Roma, com um brioche quente na mão; igrejas da Puglia entre outros. Mesmo com toda a experiência de escrever, explorar e viver na Itália, Frances Mayes é modesta e diz que conhece apenas um pouco do país, que classifica como fonte inesgotável de experiências turísticas e culturais. Não há quem discorde.

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