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Português dá volta ao mundo com 200 garrafas de vinho em seu veleiro

Logotipo do(a) Go Outside Go Outside 03/05/2021 Redação
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O velejador português Henrique Afonso partiu da Ilha da Madeira, onde nasceu e vive, no início de 2019 para uma viagem pelo mar. O português de 59 anos quer reconstituir, em seu veleiro, a maturação e envelhecimento do vinho da sua terra nos porões das caravelas portuguesas, como era feito na época dos descobrimentos.

Para refazer o fato histórico, ele carrega 200 litros de vinho produzido na Ilha da Madeira. O velejador é apelidado de “Pirata” pelos moradores da sua terra natal.

No momento, Henrique acaba de partir da Paraíba na última etapa da sua missão. Saindo da costa do nordeste brasileiro, ele pretende chegar à Ilha da Madeira novamente em junho.

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Para a sua missão ser completa, o português não bebeu uma única taça do vinho que carrega ao longo da jornada. “Durante a viagem, diversas vezes morri de vontade de beber um pouquinho do vinho, mas resisti a tentação”, contou Henrique ao UOL.

Nos tempos do descobrimento

Na época que Henrique busca reconstituir, o vinho era transportado tanto para o consumo da tripulação quanto para servir de lastro nas caravelas, durante as longas travessias. Algumas garrafas voltavam à ilha, porque nem todo o vinho era consumido nas viagens. Os portugueses notaram que a bebida dessas garrafas tinham um sabor diferente, bem mais atraente, devido ao longo período que passaram nos porões das embarcações.

E assim nasceu o “Vinho da Roda” (porque “rodava” o mundo antes de ser consumido) ou “Torna Viagem” (porque retornava após muito tempo no mar), o principal produto de exportação da Ilha da Madeira em Portugal.

Segundo Henrique, as 200 garrafas de vinho que ele carrega terão “valor histórico e incalculável” quando ele retornar à ilha. “Depois de dar a volta ao mundo, este será um vinho único, que não tem preço.”

Uma longa viagem

Quando saiu da Ilha da Madeira, em 2019, o português não tinha um roteiro definido para a viagem. Ele sabia apenas que queria dar a volta ao mundo com as garrafas que carregava. “Eu não tinha pressa, nem data para voltar. Estimava que a viagem levaria uns dois anos, três talvez, porque quanto mais ela durasse, melhor estaria o vinho na volta”, contou.

O roteiro ficou ainda mais indefinido com o início da pandemia da Covid-19. A partir do primeiro semestre de 2020, Henrique teve que lidar com o fechamento dos portos do mundo inteiro aos barcos estrangeiros.

Por conta disso, o velejador ficou seis meses parado na ilha do Timor Leste, uma antiga colônia portuguesa na Ásia. Ele até poderia deixar o local, mas não teria como parar em nenhum outro porto.

O português esperou que algumas fronteiras voltassem a abrir para seguir viagem com as 200 garrafas de vinho em seu veleiro.

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