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FC Porto (ou o que resta dele)

Logótipo de MaisFutebol MaisFutebol 13/08/2019 Sérgio Pereira
FC Porto (ou o que resta dele) © Maisfutebol FC Porto (ou o que resta dele)

Lembra-se de alguma grande defesa do guarda-redes do Krasnodar, leitor?

É provável que não. Eu pelo menos não me lembro. Isso não quer dizer que tenha tido uma noite tranquila, não teve, mas tudo o que foi o obrigado a fazer passou por agarrar uns cruzamentos e afastar com segurança vários remates de longe.

O FC Porto fez, aliás, vinte e cinco remates à baliza, treze dos quais enquadrados entre os postes, mas estou seguro que a esmagadora maioria foram de fora da área.

Houve, de resto, o golo de Zé Luís, um ou outro cruzamento para a área e uma enorme incapacidade de entrar em zonas de finalização.

Por isso - e porque foi incapaz de controlar a profundidade defensiva, permitindo que todas as saídas rápidas para o contra-ataque do Krasnodar pelos extremos se tornassem numa situação de perigo -, por isso, dizia, perdeu, e perdeu bem.

Soma agora duas derrotas seguidas, o que é sinal de que Sérgio Conceição está a encontrar extremas dificuldades em reconstruir uma equipa.

Estas duas derrotas, porém, não começaram agora: começaram na época passada.

Tenho agora de abrir um parêntesis para contar uma história.

Lembro-me de uma vez, há uns seis ou sete anos, ter tido a informação que Christian Atsu não ia renovar. Perguntei a uma pessoa do clube, que me respondeu que nenhum jogador recusava uma proposta de renovação do FC Porto.

Por acaso Atsu não renovou e saiu a custo zero, mas naquela altura, em 2013, aquela informação tinha algum sentido: de facto não havia muito exemplos de jogadores que recusassem renovar pelo FC Porto (Paulo Assunção era talvez a exceção).

Desde então, e depois de Atsu, uma mão cheia de atletas saíram a custo zero. O que é um sinal de como as coisas mudaram no Dragão.

Mudaram tanto que o clube foi incapaz de segurar Brahimi e Herrera, por exemplo, dois jogadores fundamentais e dois históricos dos últimos anos no clube.

Foi aí que começaram estas duas derrotas, na incapacidade de continuar a ser organizado, forte e pujante. A verdade é que muita coisa mudou, a estrutura perdeu vigor e método, o FC Porto foi-se transformando num clube igual aos outros.

Tanto assim é, aliás, que demorou uma eternidade a encontrar os substitutos de Herrera e Brahimi: Luis Díaz e Matheus Uribe chegaram já com a pré-temporada a decorrer. O próprio Marchesín foi contratado praticamente em cima da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

Há uns anos isto era impensável no Dragão: ter meses para se preparar e não o fazer.


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Por isso, e porque assim é difícil conseguir reconstruir com sucesso uma equipa, o FC Porto vai somando várias dores de crescimento, exibições pobres e maus resultados.

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