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Cientista russo acusado de traição a favor dos serviços de inteligência da China

Logótipo de SIC Notícias SIC Notícias 15/06/2020 Lusa

Terá partilhado informações sobre acústica subaquática e métodos de deteção de submarinos.

© Anton Vaganov

O cientista russo Valeri Mitko, presidente da Academia Russa de Ciências do Ártico, foi acusado de alta traição, após ter, alegadamente, passado informação aos serviços de inteligência chineses, revelou hoje o seu advogado.

"Valeri Mitko é acusado de passar material, que alegadamente continha informações classificadas como extremamente secretas, aos serviços de inteligência da China, durante uma visita ao país", disse o advogado Ivan Pavlov, citado pela agência Interfax.

Trata-se da primeira vez que a imprensa russa refere o caso de Mitko, de 78 anos, embora o cientista tenha sido detido e colocado em prisão domiciliar em fevereiro passado, segundo o advogado.

Fontes próximas à investigação citadas pela agência apontaram que o cientista veterano é acusado de compartilhar material com a China sobre acústica subaquática e métodos de deteção de submarinos.

Mitko alegadamente reuniu essas informações entre 2017 e 2018, a pedido dos serviços de inteligência chineses, segundo a acusação.

O cientista declarou-se inocente. O seu advogado acredita que casos de espionagem abertos contra cientistas russos que viajaram para o exterior tornaram-se recentemente uma espécie "tendência" no país.

Segundo a Interfax, Mitko é um capitão aposentado de primeiro escalão e, entre 1963 e 1994, desempenhou diferentes tarefas na marinha Russa.

O cientista pode ser condenado a até 20 anos de prisão.

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