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E se os bichos mais resistentes da Terra andarem pela Lua? Isto não é ficção

Logótipo de Expresso Expresso 06/08/2019 Expresso

Uma missão israelita, que tinha a Lua como destino, fracassou mas a mercadoria poderá ter sobrevivido

© picture alliance

Costuma dizer-se que as baratas são rijas e sobrevivem a bombas nucleares. Nos últimos tempos, no entanto, esta versão foi perdendo força, pelo menos no que toca ao trono da resistência estóica, já que o tardígrado ganhou o estatuto de habitante mais resistente da Terra. Os tardígrados são micro-animais, não chegam a medir um milímetro e têm oito patas. De acordo com a Universidade de Oxford, esses bichos estarão por cá nos próximos 10 mil milhões de anos.

© picture alliance

Agora, estes micro-animais que aguentam décadas sem comer e beber, que resistem ao pior dos infernos na terra, poderão estar a colonizar a Lua. Pelo menos, à sua maneira. Ou micro maneira. É que a missão espacial israelita Beresheet, que seria a primeira daquele país a aterrar na Lua, transportava tardígrados para o satélite natural da Terra para descobrir se será um bom plano B ao nosso planeta, conta o “The Guardian”. Embora os cientistas tenham perdido o contacto com a Beresheet em abril, acredita-se que a sonda tenha chegado à Lua. Mais: os cientistas acreditam que os micro-animais sobreviveram àquela viagem e à nova realidade.

Os tardígrados, também conhecidos por ursos de água, foram descobertos no século XVIII por Johann August Ephraim Goeze, um zoólogo alemão, conta aquele diário. E encontram-se por todo o lado: nos cenários mais rudes e desafiantes à sobrevivência, como cumes de montanhas, desertos que fervem e até lagos gelados da Antártida.

© DE AGOSTINI PICTURE LIBRARY

Será que os seres mais resistentes da Terra serão igualmente resilientes na Lua? Um especialista na matéria diz que sim. “Os tardígrados podem sobreviver a pressões comparáveis àquelas criadas quando asteróides atingem a Terra, por isso um pequeno acidente como este não é nada para eles”, explicou ao “The Guardian” Lukasz Kaczmarek, da Universidade Adam Mickiewicz, em Poznan, que garante que aqueles micro-animais podem durar alguns anos por território lunar.


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