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Pedro Sánchez enfrenta voto de investidura ainda sem acordo

Quase três meses depois das eleições legislativas em Espanha, Pedro Sánchez vai apresentar esta segunda-feira no parlamento o programa de governo do PSOE. Em jogo está a investidura do líder socialista como presidente do governo e a votação está marcada para terça-feira. No entanto, a aprovação está longe de estar garantida depois dos avanços e recuos nas negociações com o Unidas Podemos, de Pablo Iglesias. Apesar do impasse, o líder do partido de extrema-esquerda aumentou as chances de viabilização de um acordo. Iglesias anunciou que renunciava a um cargo de ministro, tal como Pedro Sanchez queria. O PSOE parte com 123 dos 350 deputados e precisa de uma maiora absoluta de mais de 175 assentos para conseguir a investidura à primeira já esta terça-feira. Os 42 lugares do Unidas Podemos também não são suficientes para este caso e exigem o voto favorável de outros partidos. Os partidos de direita, Partido Popular (PP), Cidadãos (liberais) e Vox (radicais), já disseram que vão votar contra, o que implica que, para ser eleito, Sánchez depende de um acordo que ainda tem de negociar com o Unidas Podemos e outros partidos regionais. Se essa meta não for alcançada, Sanchez volta a ter uma segunda oportunidade dois dias depois. Aqui basta apenas uma maioria simples, o que permite que as possíveis abstenções de independentistas catalães (ERC) e nacionalistas bascos (PNV) entrem nas contas de forma decisiva. No caso de um segundo fracasso, o rei Filipe VI pode propor outros candidatos à chefia do governo, mas este é um cenário aparentemente descartado. Por fim, se após dois meses do primeiro voto para a investidura nenhum candidato tiver obtido a confiança do parlamento, o rei espanhol dissolve a assembleia e atira o país para novas eleições. Os prazos legais reservam assim as hipotéticas eleições para novembro. Segundo as sondagens de junho, o PSOE ficaria à beira dos 40% e mais perto da maioria absoluta. A acontecer o cenário de uma nova votação, será a quarta vez em quatro anos que os espanhóis são chamados às urnas para eleger um parlamento.
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