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Amazónia: Europa pressiona Brasil

A Amazónia arde há mais de um mês e o mundo exige que o Governo brasileiro adote medidas urgentes para por cobro às chamas e ao desmatamento na maior floresta tropical do planeta, considerada como o pulmão do mundo. O presidente francês, Emmanuel Macron, lançou o apelo aos membros do G7 para que os incêndios na Amazónia sejam discutidos na cimeira que tem lugar este fim de semana em Biarritz. O governante gaulês afirmou que se trata de uma "crise internacional" e acusou Jair Bolsonaro de mentir quando minimizou os receios sobre as mudanças climáticas na cimeira do G20 em junho. O presidente brasileiro não gostou e, no Twitter, acusou Emmanuel Macron de interferência "colonial" numa "questão doméstica brasileira". O Palácio do Eliseu já fez saber que caso o Brasil não adote medidas urgentes de proteção do ambiente, a França irá bloquear o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Na mesma linha segue a Irlanda. O primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar assegurou que o país irá acompanhar de perto as políticas ambientais do Brasil até que o acordo seja ratificado. Também Berlim pressiona Brasília. O Governo de Angela Merkel expressou "apoio total" às iniciativas de Emmanuel Macron. "A extensão dos incêndios na região amazónica é chocante e ameaçadora, não só para o Brasil e para os outros países afetados, mas para o mundo inteiro, porque a floresta amazónica tem grande importância para o nosso sistema climático global e para a nossa biodiversidade global. Por isso, não é exagerado chamá-la de pulmão verde do mundo" , afirmou o porta-voz do Governo germânico, Steffen Seibert. A Comissão Europeia já anunciou que está disposta a ajudar os Governos do Brasil e da Bolívia para combaterem as chamas. Pressionado pela comunidade internacional, Jair Bolsonaro afirmou, esta sexta-feira, que está a estudar a possibilidade de enviar os militares das Forças Armadas para combater os fogos na Amazónia. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais brasileiro, a desflorestação da Amazónia aumentou 278% em julho, em relação ao mês homólogo de 2018.
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