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Autoridades atrasam reconstrução de Ática

Primeiro veio o fogo, depois a destruição. E um ano após o incêndio que devastou Ática, a região grega permanece por erguer-se, enleada no caos da burocracia e de um sistema que pouco fez por recuperar as habitações danificadas. A grande maioria das casas que deveriam ter sido demolidas continuam de pé. As autoridades não concederam qualquer autorização para a construção do zero e muito poucas obras de reparação foram permitidas. Petros Fragkos reside na região e aguarda por poder reparar a casa, que ficou danificada devido ao fogo. "Os habitantes estão desiludidos, porque, um ano depois, as casas estão danificadas, depois de um inverno difícil, têm humidade. Agora, casas que precisavam apenas de pequenos arranjos passaram a vermelho, o que significa que têm de ser demolidas", conta. Os atrasos sucedem-se e obrigam Leonidas Argyropoulos a viver há meses em casa de amigos. A casa em que vivia sofreu grandes estragos e não há previsão de quando virá a ser recuperada. "Chegámos a um ponto em que os engenheiros me disseram que não têm como vir fazer a vistoria e eu propus-lhes ir buscá-los de forma a garantir que o trabalho era feito. Não tenho a certeza de quem é a culpa, se têm os carros de que precisam, não sei se este é o protocolo, ou se deveria haver outro", lamenta. Para aqueles que perderam familiares nos fogos, resta apelar por justiça. Aos tribunais já chegaram várias ações judiciais. No total, 102 pessoas morreram na região de Ática, fazendo do incêndio do ano passado o mais mortífero da Europa no século XXI. Um ano depois da tragédia, muitas pessoas contam que, em Ática, parece que o tempo parou a 23 de julho de 2018. O que pedem, em carta aberta, ao primeiro-ministro é que o processo de reconstrução recupere o tempo perdido.
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