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É agora que acaba a mudança da hora?

Logótipo de Espalha-Factos Espalha-Factos 10/02/2018 Pedro Miguel Coelho
mudança da hora relógio © Fotografia: Pixabay mudança da hora relógio

O Parlamento Europeu (PE) aprovou, por larga maioria, uma resolução que pede à Comissão Europeia (CE) que avance com uma pesquisa que apure a necessidade de continuar a fazer a mudança da hora para a hora de verão, devido aos impactos negativos que pode ter na saúde. 

Adiantar uma hora no relógio entre março e outubro é uma prática que dura há quase 100 anos, desde os racionamentos de energia necessários durante a Primeira Guerra Mundial, mas agora os deputados europeus põem a tradição em causa. Os parlamentares apontam para um inquérito parlamentar publicado em outubro, que demonstra que a prática afeta o bioritmo humano. Do outro lado da balança ficam os benefícios para as empresas de transportes e para a poupança energética.

O PE instou assim a Comissão Europeia a proceder a uma “avaliação exaustiva” da diretiva europeia de 2000 que regula a mudança da hora e, se necessário, a apresentar uma proposta de revisão da mesma. A resolução acrescenta ainda que, aconteça o que acontecer, o bloco de países deve manter um regime unificado, mesmo se isso significar o fim da hora de verão.

Numa audição pública intitulada “Tempo de rever a hora de verão?”, realizada no hemiciclo europeu a 24 de março de 2015, vários peritos apresentaram os resultados de estudos recentes sobre o impacto das disposições relativas à hora de verão nos transportes e no turismo, na indústria, na saúde e na poupança de energia.

Mudar de hora “provoca stress

Segundo eurodeputados das comissões parlamentares dos Assuntos Jurídicos e dos Transportes e Turismo, citados pelo site oficial do Parlamento Europeu, as provas científicas apresentadas na audição demonstram que as disposições relativas à mudança de hora têm mais efeitos negativos do que positivos.

Os deputados utilizam estes argumentos para defender que a alteração da hora “provoca stress” e “prejudica a vida dos cidadãos“. “Problemas de saúde a longo prazo, especialmente nas crianças mais pequenas e nos idosos“, bem como “impactos no sono” e “na produtividade no trabalho” são outros dos dados utilizados para avançar para o fim da mudança da hora duas vezes por ano.

Violeta Bulc, comissária europeia com a pasta da mobilidade e transportes, é citada pelo Politico e não parece muito entusiasmada com a ideia. Sublinha que não há muita vontade dos países-membros para fazer alterações e realça os problemas que isto pode causar ao mercado único caso nem todos os estados decidam aderir. A responsável eslovena pediu ainda ao Parlamento que tivesse em conta os benefícios que a maior exposição ao sol pode trazer.

Então e as vaquinhas?

Fora da União Europeia há vários países que já acabaram com a mudança de hora. Segundo o jornal Observador, em 2015 eram apenas 82 as nações no mundo continuavam a manter a prática.

Na Rússia, onde a hora não muda, Dmitri Medvedev defendeu em 2011 que os russos estavam fartos das alterações horárias por causarem “stress e doenças“. À época presidente, o russo defendia que a mudança era “irritante”.As pessoas acordam mais cedo e não sabem o que é que hão de fazer com aquela hora que têm a mais“, já “para não mencionar as vacas infelizes, e outros animais que não percebem que os relógios mudam e porque é que são alimentadas e ordenhadas a uma hora diferente“.

A mudança de hora não deixava as vacas muito felizes, defende Medvedev © Fotografia: Pixabay A mudança de hora não deixava as vacas muito felizes, defende Medvedev

A mudança de hora não deixava as vacas muito felizes, defende Medvedev

Arkady Tishkov, professor de geografia e membro do grupo de trabalho que naquela altura defendeu o cancelamento da mudança de hora duas vezes por ano, aponta que durante a mudança de hora, “o número de ataques cardíacos aumenta 50% e o número de suicídios cresce 66%“.

A líder do centro de investigação da Associação Nacional de Produtores de Leite da Rússia, Tatyana Rybalova, disse ao jornal Guardian que o líder russo esteve bem ao mencionar o efeito no gado. “É verdade que as vacas são muito mais sensíveis que os humanos à mudança da hora. Eu lembro-me que, quando a hora de verão foi introduzida, durante a época soviética, houve protestos da indústria leiteira em Novosibirsk e Omsk, porque as vacas da Sibérica foram particularmente afetadas“.

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