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Condenada, libertada e presa outra vez, a história de uma jornalista britânica no Irão

Logótipo de Expresso Expresso 26/08/2018 André Manuel Correia
Condenada, libertada e presa outra vez, a história de uma jornalista britânica no Irão © DR Condenada, libertada e presa outra vez, a história de uma jornalista britânica no Irão

A britânica de origem persa Nazanin Zaghari-Ratcliffe, detida a 3 de abril de 2016 e a cumprir uma pena de cinco anos, acusada de “conspirar para derrubar o regime” pelas autoridades iranianas, foi surpreendida, esta quinta-feira, com a notícia de que lhe seriam concedidos três dias de liberdade condicional. A jornalista regressou à prisão este domingo, entregando-se voluntariamente às autoridades, depois de não ter visto aprovado o pedido para uma extenção do período de libertação temporária.

Zaghari-Ratcliffe reage com incredulidade à decisão judicial, reiterando estar inocente. As autoridades tinham, de acordo com o marido, aprovado o pedido de prorrogação do prazo, mas, mais tarde, a família acabaria por ser informada de que a jornalista teria de regressar à prisaão para continuar a cumprir pena.

“Como é que conseguem afastar-me da minha pequena filha quando ela precisa de mim?”, questiona a jornalista, que defende não ter teito “nada de errado”, estranhando que as autoridades tenham estendido o período de liberdade condicional concedido à sua colega de cela, “a cumprir uma pena mais longa, por crimes de grande relevo”.

A cidadã com dupla nacionalidade optou por se entregar voluntariamente às autoridades, de forma a evitar ser levada de casa durante a noite pelas forças policiais e para minimizar a “tristeza que isso iria causar na filha de quatro anos, Gabriella", explica o marido.

Hadi Ghaemi, do Centro de Direitos Humanos do Irão, afirma que “três dias de liberdade temporária, depois de quase três anos atrás das grades, por acusações falsas, é muito pouco e surge demasiado tarde”. O responsável acrescenta que as autoridades iranianas “deveriam libertar imediatamente” a jornalista, de forma a acabar com a “saga trágica que ela e a sua família têm sofrido”.

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