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Amazónia: França e Irlanda ameaçam acordo UE-Mercosul

A crise de incêndios na Amazónia levou já os governos da França e da Irlanda a ameaçarem não ratificar o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, do qual faz parte o Brasil (bem como Argentina, Uruguai e Paraguai) e cujas negociações foram fechadas em junho, ao fim de 20 anos. Um eurodeputado húngaro de centro-esquerda, Istvan Ujhelyi, disse à euronews que defende o mesmo bloqueio por parte do Parlamento Europeu: "Temos que manter a pressão sobre representantes do idiotismo político que ocupam posições de liderança". "No caso do Brasil, o acordo União Europeia-Mercosul será analisado no Parlamento Europeu dentro de algumas semanas ou meses. Não poderemos aprová-lo até que o Brasil dê garantias de que travará o desmatamento, que é um crime contra a Humanidade", acrescentou. Acordo de Paris "faz parte" do acordo União Europeia-Mercosul O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, tem desvalorizado as queimadas para limpar terreno a ser ocupado para criação de gado e para outros produtos agrícolas, algumas das principais exportações do Brasil para a União Europeia. Mas a Comissão Europeia considera que o acordo pode ser útil, segundo disse, sexta-feira, a porta-voz, Mina Andreeva: "As melhores ferramentas que temos para lidar com esta situação estão no acordo União Europeia-Mercosul que, pela primeira vez, obriga o Brasil a respeitar o Acordo de Paris". "Na realidade, é o primeiro acordo comercial que contém compromissos obrigatórios para implementar o Acordo de Paris, bem como outros acordos ambientais multilaterais. O objetivo é trabalhar com o Brasil para incentivar todos ao cumprimento dessas promessas e penso que estão, também, incluídos instrumentos para obrigar à implementação desses compromissos", acrescentou. A Comissão Europeia também está disponível para dar assistência técnica, nomeadamente através da vigilância por satélite, para combater os incêndios florestais. O ministro do Ambiente e da Transição Energética português, João Pedro Matos Fernandes, vincou que a Amazónia "é um pulmão de uma excecional importância para que possa haver uma grande reserva de biodiversidade e sumidouro de gases carbónicos", considerando que os incêndios naquela região são "um problema para o mundo inteiro, para todo o planeta". O discurso do Governo brasileiro em torno dos incêndios que afetam a Amazónia "não pode nunca ser um discurso de passa culpas", afirmou o ministro, sexta-feira, em Castanheira de Pêra.

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