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Coimbra: 100 famílias lesadas pelos fogos sem proteção para a Covid-19

Logótipo de Notícias ao Minuto Notícias ao Minuto 29/04/2020 Lusa

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM), em Tábua, alertou hoje que 100 famílias afetadas pelos incêndios de 15 de outubro de 2017 não têm condições para se protegerem da covid-19.

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM), em Tábua, alertou hoje que 100 famílias afetadas pelos incêndios de 15 de outubro de 2017 não têm condições para se protegerem da covid-19. © Global Imagens O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM), em Tábua, alertou hoje que 100 famílias afetadas pelos incêndios de 15 de outubro de 2017 não têm condições para se protegerem da covid-19.

"São mais de 100 famílias, em vários concelhos, que vivem agora de ajudas alheias, vivem em rulotes, vivem em anexos, sem condições para estarem protegidos" do novo coronavírus, afirma em comunicado o MAAVIM, com sede naquele município do distrito de Coimbra.

Os agricultores de cerca de 30 concelhos do Centro de Portugal atingidos por aqueles incêndios "ficaram, nesta região, sem nada e a maioria das ajudas prometidas nunca chegaram", lamenta.

"A floresta foi abandonada após outubro de 2017 e nunca mais recuperou. Não houve apoios e agora nem das limpezas se fala. Estamos a dois meses da época de incêndios e tudo está por fazer", acrescenta o porta-voz do movimento, Nuno Tavares Pereira.

Na sua opinião, "nesta época difícil", as entidades competentes do Estado "não podem desculpar-se agora" com a pandemia da covid-19.

"A incapacidade de defender a população mostra que o país quer ajudas no terreno e não no papel", defende, reconhecendo que na atual situação "é difícil falar em outros problemas".

"Mas não podemos esquecer estes milhares de pessoas que perderam praticamente tudo e que injustamente não foram apoiados", em áreas como a habitação, a agricultura, a floresta e a indústria, entre outras, de acordo com o comunicado.

Para o MAAVIM, "tudo pode voltar a acontecer se ignorarem o que as vozes que não se calam avisam", relativamente ao risco de incêndio nas zonas devastadas há dois anos e meio.

"São várias as câmaras ainda com dinheiro nas contas solidárias (...). As segundas habitações, de que tanto se ouviu falar, onde estão?", questiona.

O movimento de Midões, concelho de Tábua, recorda ainda que, desde 2017, "ajudou milhares de famílias" lesadas pelos fogos, nos distritos de Coimbra, Guarda e Viseu.

Portugal contabiliza 973 mortos associados à covid-19 em 24.505 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.

Relativamente ao dia anterior, há mais 25 mortos (+2,6%) e mais 183 casos de infeção (+0,8%).

Das pessoas infetadas, 980 estão hospitalizadas, das quais 169 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados passou de 1.389 para 1.470.

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