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Está confirmado o primeiro exoplaneta… 10 anos depois e com a ajuda de um português

Logótipo de Expresso Expresso 05/03/2019 André Manuel Correia

Investigador português integra a equipa que validou a existência do gigante gasoso Kepler 1658 b, encontrado a 2545 anos-luz da Terra, de onde há uma década foi lançado o satélite Kepler que até então tem detetado milhares de candidatos a exoplanetas

Expresso © D.R. Expresso

O gigante gasoso Kepler-1658 b, descrito como “Júpiter quente”, foi o primeiro planeta fora do Sistema Solar a ser identificado pelo telescópio da NASA. Desde então, somaram-se, em catadupa, muitos outros, mas a validação como exoplanetas é um processo moroso. A confirmação da existência do corpo celeste, situado a 2545 anos-luz, chega uma década depois de ter sido detetado, num processo de validação no qual esteve envolvido Tiago Campante, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.

“A confirmação da natureza planetária de Kepler- 1658 b, dez anos após o lançamento do satélite Kepler, é um exemplo de como não é de todo trivial a validação de novos exoplanetas, especificamente aqueles que são detetados pelo método dos trânsitos”, afirma o astrofísico português.

O astrofísico Tiago Campante fez parte do processo de confirmação científica do exoplaneta © Expresso O astrofísico Tiago Campante fez parte do processo de confirmação científica do exoplaneta

Desde o lançamento, o engenho da NASA já identificou milhares de candidatos a exoplanetas através da observação da passagem dos corpos celestes durante o movimento orbital, quando passam diante das estrelas. A validação científica requer, contudo, uma análise posterior mais pormenorizada, à semelhança do sucedido com Kepler-1658 b, o que levou a concluir que o planeta é mais massivo do que as previsões iniciais.

“O facto de a estrela ser três vezes maior do que originalmente se pensava significa que o seu planeta também é três vezes maior”, esclarece Tiago Campante, acrescentando tratar-se de um “júpiter quente”, com um período orbital de 3,8 dias, com uma translação oito vezes mais reduzida do que Mercúrio, tornando-se num “caso raro”.

A revelação já foi aceite para publicação na revista “The Astronomical Journal”.

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