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Mourinho Félix: “Mais que um setor crédito especializado exuberante, é preciso um setor responsável”

Logótipo de ECO.PT ECO.PT 25/06/2019 Leonor Mateus Ferreira
© Fornecido por ECO - Economia Online © Swipe News, SA © Fornecido por ECO - Economia Online O Secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, alertou para a necessidade de responsabilidade por parte das empresas de concessão de crédito e ação preventiva pelo supervisor para evitar situações de incumprimento. O elevado endividamento das famílias é ainda uma vulnerabilidade para a economia.

“Créditos sustentáveis são o pilar de uma economia próspera. O endividamento excessivo pode gerar crises financeiras. Mais que um setor de concessão de crédito exuberante, é preciso ter um setor responsável e que continue a contribuir para o crescimento da economia“, afirmou Mourinho Félix, na apresentação do estudo Impacto do Crédito ao Consumo na Economia Portuguesa, desenvolvida por economistas da Nova SBE em parceria com a Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC).

Numa altura em que o malparado continua a ser um problema dos bancos, o Secretário de Estado deixou o aviso que o setor pode impulsionar a economia, mas também gerar crises.

Nos primeiros quatro meses do ano, foram concedidos 2.300 milhões em crédito ao consumo, menos 3% que no período homólogo. A desaceleração na concessão de empréstimos prolonga assim a tendência de abrandamento dos últimos meses do ano passado, após o Banco de Portugal ter implementado em julho uma medida macroprudencial com o objetivo de travar o crédito.

“Uma atuação [macroprudencial] acertada em momentos de expansão permite potenciar o crescimento da economia e pode remediar ou evitar a inversão abrupta do ciclo financeiro”, referiu o Secretário de Estado. “Uma intervenção preventiva e perspetiva, ao nível macroprudencial, deve evitar a adoção de medidas que são depois necessariamente mais duras“.

“É, por isso, necessário continuar a vigiar a evolução da concessão de crédito e a avaliar a aplicação das medidas”, acrescentou Mourinho Félix, no encerramento de uma sessão onde estava também o vice-governador do Banco de Portugal, Luís Máximo dos Santos.

O representante do supervisor da banca lembrou a importância das empresas de crédito especializado no sistema financeiro, dizendo que “tem largas implicações económicas e sociais” e que “é inútil diabolizá-lo”. No entanto, acrescentou que o abrandamento do crédito ao consumo “não é de todo uma má notícia porque as anteriores taxas eram manifestamente elevadas”.

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