Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Multinacional JBS paga resgate de 11 milhões de dólares após ataque cibernético

Logótipo de SIC Notícias SIC Notícias 10/06/2021 Lusa

A decisão de pagar o resgate foi tomada "para prevenir qualquer risco potencial" para com os clientes da empresa.

© Kacper Pempel

O grupo multinacional do setor da carne JBS admitiu esta quinta-feira ter pago um resgate, no valor de 11 milhões de dólares (nove milhões de euros) em bitcoins, após um ataque cibernético no final de maio.

Este é o segundo pagamento de resgate em menos de um mês, após os 4,4 milhões de dólares (3,28 milhões de euros) pagos pela Colonial Pipeline também em bitcoins, apontando para o desenvolvimento exponencial de ciberataques a grandes grupos ou infraestruturas em todo o mundo.

"Foi uma decisão muito difícil para a nossa empresa e para mim pessoalmente", disse André Nogueira, chefe da subsidiária americana do grupo brasileiro, em comunicado.

"No entanto, sentimos que esta decisão deveria ser tomada para prevenir qualquer risco potencial para os nossos clientes", continuou.

O grupo pagou "o equivalente a 11 milhões de dólares (nove milhões de euros) de resgate em resposta à invasão criminosa das suas operações", segundo a JBS, tendo André Nogueira acrescentando ao Wall Street Journal que o pagamento foi feito em bitcoins.

A JBS destacou que, "no momento do pagamento, a grande maioria das instalações da empresa estavam operacionais", mas que isso incluía "garantir que nenhum dado fosse filtrado".

No início de maio, o oleoduto colonial, a principal fonte de gasolina para a maior parte do leste dos Estados Unidos, foi temporariamente fechado, causando ruturas de stocks em várias cidades importantes.

O grupo acabou por pagar para recuperar o controle de suas instalações. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos conseguiu recuperar 2,3 milhões de dólares (1,6 milhões de euros) através do rastreio de pagamentos por meio de várias transferências anónimas.

Uma ameaça que está presente há vários anos, o ransomware (tipo de software que danifica equipamentos ou prejudica os utilizadores) tem aumentado desde o início da pandemia de covid-19, tal como todas as formas de hacking de computadores, afetando muitos países ao redor do mundo.

Em 2020, o grupo SolarWinds, que fornece software profissional para muitos grandes grupos globais, bem como para administrações públicas, foi vítima de um ataque cibernético realizado ao emitir uma atualização fraudulenta de um de seus softwares principais que abriu uma brecha na rede das vítimas.

O ataque, que ainda está a ser investigado, foi atribuído por Washington a piratas russos que estarão ligados ao Serviço de Inteligência Estrangeiro Russo (SVR).

O mesmo grupo foi acusado no final de maio ter lançado uma série de ataques contra mais de 150 organizações, bem como administrações federais americanas, nomeadamente utilizando a técnica de phishing, que consiste no envio de emails com 'software' malicioso, de acordo com a Microsoft.

Os ataques atingiram tal nível que recentemente levaram o Departamento de Justiça dos Estados Unidos a considerá-los com o mesmo nível de risco de ataques terroristas.

Veja mais:

AdChoices
AdChoices

Mais de SIC Notícias

image beaconimage beaconimage beacon